
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo convocou assembleia para esta quarta (11) a fim de decidir se a categoria promoverá uma paralisação. O estado de greve foi aprovado em 4 de fevereiro, com reivindicações salariais e trabalhistas.
Segundo o sindicato, o Metrô não realiza concurso público desde 2016 e abriu três Programas de Demissão Voluntária nesse período. A entidade afirma que a falta de reposição reduziu o quadro próprio e ampliou a sobrecarga de trabalho.
A assembleia ocorrerá às 18h30, na sede da entidade, para definir os próximos passos. A paralisação, segundo comunicado, busca pressionar a empresa a negociar um novo Plano de Carreira.
Segundo o sindicato, o objetivo da greve “é pressionar para abrir negociação, para que a empresa deixe de lado o autoritarismo e escute e incorpore as demandas dos trabalhadores por um Plano de Carreira decente”.
“Essa estratégia de esvaziamento da empresa pública é uma tática de destruir e privatizar por dentro, colocando a terceirização como alternativa à ocupação dos postos e funções de trabalho esvaziados pelas demissões”, criticou o sindicato em um comunicado oficial.

Entre as reivindicações estão o fim do limite de 1% da folha para pagamento dos steps, o fim da análise comportamental como critério de promoção e a realização de concursos internos para cargos de manutenção e supervisão.
Caso aprovada, a greve poderá afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. O Metrô-SP informou que ainda não se pronunciou sobre as demandas da categoria.
Na manhã desta quarta, antes da assembleia, uma interferência na estação Chácara Klabin causou lentidão nas linhas 2-Verde, 1-Azul e 15-Prata, com reflexos temporários na 3-Vermelha. A operação foi normalizada ao longo da manhã.