
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado (11) que acredita que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possui os documentos que comprovam a aplicação dos cerca de R$ 61 milhões repassados pelo empresário Daniel Vorcaro para a produção da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada durante entrevista em que Valdemar foi questionado sobre a prestação de contas dos valores destinados ao filme. Em maio, após a divulgação de áudios e mensagens sobre a negociação dos repasses, Flávio afirmou que apresentaria um detalhamento dos gastos da produção.
Na ocasião, o senador informou que a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo longa, divulgaria a prestação de contas em até um mês. Até este sábado (11), porém, os documentos não haviam sido apresentados.
Questionado sobre o assunto, Valdemar afirmou não ter dúvidas de que Flávio possui a documentação. “Ele deve ter todo o documento. Não tenho dúvida disso. Isso foi para os Estados Unidos. Agora precisa ver se ele consegue. Acho que, na situação que o Vorcaro está, ele não tem nem como ter elementos para trabalhar nisso aí. Isso precisava ser o banco para fazer”, afirmou.

O presidente do PL também disse que cabe ao senador decidir sobre a divulgação dos comprovantes. “Precisa da justificativa dele? Acho que, se ele quiser, ele apresenta, mas não acompanhei esse assunto”, declarou. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, repassou aproximadamente R$ 61 milhões para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro, e Flávio Bolsonaro foi responsável por negociar os recursos com o empresário.
Na entrevista, Valdemar defendeu o financiamento do filme e afirmou que os produtores tiveram dificuldades para captar recursos antes de procurar Vorcaro. Segundo ele, na época da negociação, o empresário e o Banco Master não enfrentavam problemas. “Foi difícil, porque, quando eles foram atrás de dinheiro, eles não tinham recurso. Quando ele foi falar com o Vorcaro, ele não tinha problema. Ele tinha que recorrer a quem tinha recursos. […] Mas, quando ele foi pedir o dinheiro lá, eles tavam dentro da lei”, afirmou.