
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pediu nesta quarta (28) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. O requerimento foi apresentado depois de Flávio Bolsonaro (PL) fugir do Brasil com a família.
Valdemar solicitou que o encontro ocorra “em data oportunamente ajustada”. Na terça (27), o advogado Frederick Wassef afirmou que ele e o dirigente partidário não tinham recebido aviso prévio sobre a decisão do senador de sair do país.
Após tomar conhecimento da fuga de Flávio, o presidente do PL convocou uma reunião interna com parlamentares da sigla para discutir a estratégia política. O pedido a Moraes busca permitir uma conversa direta com Bolsonaro em meio à reação do partido ao episódio.
Moraes também relata o inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Na segunda (26), um dia após o resultado eleitoral mencionado no caso, o ministro determinou o cancelamento dos passaportes de Flávio e pediu à Polícia Federal que recolhesse eventuais documentos estrangeiros.

Trajeto de Flávio Bolsonaro até os Estados Unidos
Flávio chegou aos Estados Unidos na manhã desta quarta, acompanhado da mulher, Fernanda, e das duas filhas. O senador viajou em um voo que partiu de Guayaquil, no Equador, e pousou no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, às 9h23 no horário local, ou 10h23 em Brasília.
O governo argentino confirmou que o senador deixou o Brasil por terra, pela fronteira com a Argentina, antes de embarcar em um voo privado na noite de terça (27). Durante a escala no Equador, a aeronave atualizou o plano de voo para Miami.
O avião era um Gulfstream G400 de matrícula argentina LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A. A aeronave havia chegado a Puerto Iguazú na noite de segunda (26), procedente do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça que aceitaria a entrada de Flávio e de sua família no país. “Acho que são pessoas decentes. As eleições foram realmente estranhas. Por mim, tudo bem [a entrada do senador nos EUA]”, disse o republicano.