Valdemiro Santiago, pastor da “semente que cura coronavírus”, é amigo de Bolsonaro, já foi preso e coleciona processos

Valdemiro Santiago e Bolsonaro

O Ministério Público de São Paulo deve denunciar o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago.

O motivo é estelionato, após o picareta ter prometido uma falsa cura do coronavírus por meio de sementes que eram vendidas por ele.

Na notícia-crime que foi encaminhada ao MP, o procurador diz que o ato não se encaixa como prática religiosa, já que envolve a comercialização de produtos.

O “grão ungido” pode ser comprado pelos fiéis.

“Vou fazer o propósito de R$ 1 mil para cada um. E muitos que estão me assistindo também vão fazer de R$ mil. Outros vão fazer de R$ 500. De acordo com sua semeadeira”, diz Valdemiro num vídeo que viralizou.

Ele fez campanha para Bolsonaro e esteve na posse com outros caciques evangélicos.

Dissidente da Universal, calcula-se que a empresa de Valdemiro conte com 4,5 mil filiais no Brasil e no exterior.

O homem é um fenômeno.

Em 2003, foi preso por porte ilegal de armas.

Tinha uma escopeta, duas carabinas e munição. Alegou que estavam sendo levadas para um amigo.

Pediu aos otários, através de cartas, que se fingissem “enfermos curados, ex-dependentes químicos e aleijados” para arrecadar dinheiro para a aquisição de um canal de TV.

Em 2014, a Mundial teve bens retidos pela Justiça por causa de uma dívida de R$ 10 milhões com a Rede Bandeirantes.

juiz citou, à época, o “absurdo número de processos” a que a organização respondia, “grande parte deles por inadimplência”, o que apontaria para uma “irremediável insolvência”, sem contar “o grande número de restrições de créditos diversas”.

Cartas enviadas a fiéis pediam que eles se passassem por “enfermos curados, ex-dependentes químicos e aleijados” para que as pessoas se compadecessem e doassem dinheiro para a aquisição de um canal de TV.

Em 2017, Valdemiro foi esfaqueado (como o chegado Jair) num templo. Aproveitou para faturar. Pediu R$ 8 milhões às ovelhas.

Disse que o câncer do jornalista Marcelo Rezende se deu porque ele pediu que a “mão de Deus” pesasse sobre o desafeto, um “malfeitor”.

Rezende era autor de reportagens sobre Valdemiro como a que você pode ver abaixo, mostrando os crimes do salafrário.

Vendeu “chaves ungidas” por R$ 300 reais para o povo entrar em 2019 “abençoado por Deus”.

Bolsonaro ganhou uma de presente.

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