Vamos repetir: o feminicídio é uma doença do fascismo bolsonarista. Por Moisés Mendes

Atualizado em 4 de março de 2026 às 9:26
Manifestantes protestam contra o feminicídio, com cartazes denunciando a violência contra mulheres. Foto: Divulgação

Toda tentativa de abordagem das causas dos feminicídios que se desviar do enfrentamento do fascismo será incompleta e irá escamotear o que importa.

O feminicídio tem raízes no machismo desde tempos bíblicos. É o óbvio que nem precisaria ser repetido.

Hoje, essas raízes são fortalecidas pela extrema direita organizada em torno dos seus líderes. É o que precisa ser dito.

Parem de tergiversar. O feminicídio é na essência uma doença social da retórica e das ações políticas criminosas do bolsonarismo.

Bolsonaro cercado por agentes da PF. Foto: reprodução

Desqualificar as mulheres, transformadas em submissas e ajudadoras, é um método, é do projeto mais amplo de imposição do fascismo.

Os fascistas são 99,9% dos assassinos de mulheres e muitas vezes dos próprios filhos. O resto é o resto.

O bolsonarismo misógino, negacionista, golpista, armamentista, homófobo, transfóbico e racista, esse bolsonarismo que adora torturadores explica 99,9% dos feminicídios no Brasil.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/