“VAR” desmente Flávio sobre Petrobras com VÍDEO em que ele defende privatização

Atualizado em 23 de outubro de 2026 às 23:08
Flávio Bolsonaro
O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira (23), no confronto com Lula (PT) na TV Globo, que privatizará Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil caso seja eleito presidente. Após a declaração, o PT recuperou um vídeo em que o senador defende a privatização da petroleira.

“Eu não vou privatizar o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras”, afirmou Flávio. O candidato classificou como notícias falsas as declarações do adversário sobre o tema, em uma resposta na qual também prometeu reajustar o salário mínimo e as aposentadorias acima da inflação.

No registro resgatado pelo PT, Flávio afirma: “Eu sou a favor de privatizar Petrobras, sempre tenho falado isso até publicamente”. O trecho tem cerca de cinco segundos, exibe a marca do Canal UOL e traz o crédito do jornalista Tales Faria. A postagem não informa a data original da entrevista.

O PT apresentou a gravação como um “VAR” e acusou o candidato de mentir ao negar que queira privatizar a companhia. A publicação foi feita às 22h14, no horário de Brasília, enquanto os candidatos se enfrentavam na Globo.


O tema já havia sido alvo de checagem sobre a entrevista de Flávio à Globo. Na ocasião, ele acusou a campanha petista de fazer “terrorismo” ao associá-lo à venda das três estatais. A verificação apontou a omissão de manifestações anteriores dele e de sua equipe. O senador também já admitiu a possibilidade de privatizar partes da Petrobras que, em sua avaliação, não funcionam.

A campanha passou a afirmar que Petrobras, Banco do Brasil e Caixa não seriam privatizados em um eventual governo Flávio. Segundo reportagem do UOL publicada em 8 de outubro, o coordenador econômico Adolfo Sachsida assumiu esse compromisso em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!