Veja 10 afirmações de Bolsonaro que vão contra o que a Páscoa representa

Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sa/AFP

Publicado originalmente na CartaCapital

Ao defender a tortura, Bolsonaro se esquece que, antes de ressuscitar, Jesus foi brutalmente torturado pelos poderosos da época

Neste domingo 21 é comemorada a principal data do cristianismo: a Páscoa. O dia que muitos acreditam ser o momento em que o maior personagem da história da humanidade ressuscitou depois de ter sido brutalmente torturado e crucificado.

A cruz que Jesus Cristo foi morto virou um dos maiores símbolos de fé da nossa história. A Bíblia, livro escrito por seus discípulos,  conta a trajetória de Cristo e mostra que ele era um defensor dos direitos humanos, das minorias e foi considerado pelos poderosos da época como um traidor.  Eles temiam também a agitação popular que o filho de Deus promovia contra a elite da época.

O presidente Jair Bolsonaro se diz cristão. Usou em sua campanha jargões que citavam Jesus e afirmou que seu governo seguiria considerando “Deus acima de todos”. O que o pesselista não entendeu é que Jesus, o qual ele é tão devoto, foi uma vítima de um discurso igual ao seu.

Defensor da tortura, da ditadura militar, e da morte de presidiários, Bolsonaro representa o pensamento radical quando se trata de segurança pública e direitos humanos. O presidente sempre foi claro sobre seu posicionamento dizendo que “bandido bom é bandido morto”, indo contra a tudo que Jesus pregava.

“Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”, disse Cristo.

Mesmo defendendo a tortura, a qual Jesus foi vítima, Bolsonaro publicou em seu Twitter uma foto da cruz junto de um dizer bíblico em homenagem à sexta-feira santa.

Confira as 10 frases de Bolsonaro que vão contra o espírito da Páscoa:

1- Bolsonaro defende o uso da tortura

Em sua pré-campanha em 2018, o presidente deu uma entrevista para o Jornal da Band defendendo o uso da tortura em alguns casos. Outro momento, em 1999, o então deputado também deu uma entrevista dizendo ser favorável à tortura.

2 – “Bandido bom é bandido morto”

Bolsonaro sempre deixou claro essa sua posição. Em um evento realizado em 2016, o então parlamentar disse que a polícia servia para matar e que bandido bom era bandido morto.

3- “Eu queria que a polícia matasse 200 mil vagabundos”

Em 2017, na comissão de segurança pública da Câmara dos Depurados, Bolsonaro defendeu a atuação da Polícia Militar e disse que eles deveriam matar mais.

4- “Gastaram muito chumbo com Lamarca. Ele deveria ter sido morto a coronhada”

Jair Bolsonaro, deputado federal em 1996, fez essa afirmação sobre a possibilidade de a União vir a indenizar a família do ex-capitão do Exército e guerrilheiro Carlos Lamarca, morto em 1971 pela ditadura militar.

5 – “Violência se combate com violência”

Em entrevista na Câmara dos Deputados, Bolsonaro comentou uma pesquisa sobre violência policial e diz que a polícia precisa matar mais, pois violência se combate com violência.

6- “Não te estupro porque você não merece”

Em uma discussão com a deputada Maria do Rosário (PT), em 2006, Bolsonaro afirmou que não estuprava a parlamentar porque ela não merecia.

7 – Ter filho gay é falta de porrada!

Em uma entrevista dada em 2010, Bolsonaro comenta que ser gay é falta de porrada.

8 – Pinochet fez o que tinha que fazer

Em entrevista a um programa da Rede Tv, Bolsonaro afirma que o Brasil nunca passou por uma ditadura, e que o ditador Pinochet, acusado de matar mais de 40 mil no Chile, fez o que tinha que fazer.

9 – “Refugiados são a escória do mundo”

Em uma entrevista em 2015, Bolsonaro diz que a polícia precisa matar integrantes de movimentos sociais que fazem ocupação em terras e que esses estão sendo infiltrados por refugiados. “Toda essa escória do mundo”, disse o presidente.

10 – “A Bíblia prega armamento”

No debate presidencial realizada na Rede Tv, em outubro de 2018, Bolsonaro disse à então candidata Marina Silva que a Bíblia prega armamento.  “Leia o Livro de Paulo”, pronunciou ele no final do embate sobre direitos das mulheres e violência.

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