
Oito presos políticos foram liberados pelo governo da Venezuela até a tarde desta sexta (9), segundo a ONG Foro Penal. A gestão do país anunciou nesta quinta (8) que iniciaria a soltura de detidos, que somam cerca de 806, segundo a organização.
Outros grupos, como a Justiça, Encontro e Perdão, estimam que o número de detidos seja ainda maior, ultrapassando mil. Entre os libertados, destaca-se a ativista Rocío San Miguel, que estava presa desde fevereiro de 2024 no Helicoide.
Também foi libertado o ex-candidato à presidência Enrique Márquez, detido após denunciar irregularidades nas eleições de 2024, que deram a Maduro seu terceiro mandato. A soltura de Márquez foi celebrada por seus familiares e por figuras políticas, como o opositor Edmundo González, que comemorou o reencontro com os familiares e pediu à comunidade internacional que reconhecesse sua vitória nas eleições.

Outros opositores do regime, como Biagio Pilieri e Larry Osorio Chía, também foram libertados. A soltura de Pilieri, que tem cidadania italiana, foi comemorada pelo governo da Itália. O ministro de Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, declarou que Pilieri estava em boas condições e recebendo assistência diplomática em Caracas.
As libertações são as primeiras desde que Delcy Rodríguez assumiu o governo após o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos Estados Unidos.
O anúncio da libertação foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que considerou a medida como um “gesto unilateral de paz”. A decisão não teria sido discutida com outras partes, segundo ele.