Venezuelanos dizem que sequestro de Maduro pelos EUA não muda nada: “Show”

Atualizado em 4 de janeiro de 2026 às 17:25
Fronteira entre o Brasil e Venezuela. Foto: Reprodução/O Globo

A cidade de Pacaraima, no Estado de Roraima, registrou intenso movimento neste final de semana após a reabertura da fronteira com a Venezuela, motivada por ataques dos Estados Unidos ao país vizinho. A ação provocou preocupação entre autoridades brasileiras e moradores da região desde sábado (03), com o aumento do tráfego de pessoas na região.

Venezuelanos que atravessaram a fronteira, como Antonio Cardenas, afirmam que a intervenção americana não trouxe liberdade para o povo. Para eles, a operação serviu apenas como um “show” político contra o governo de Nicolás Maduro, sem melhorar a situação interna.

O fluxo de refugiados tem aumentado na região, com famílias cruzando em busca de segurança e suprimentos básicos. Essa movimentação pressiona os serviços públicos e os abrigos temporários no estado, que já enfrentam grande demanda.

O clima entre os venezuelanos permanece de incerteza e medo. Muitos temem um vácuo de poder caso mudanças abruptas na liderança venezuelana se concretizem, o que pode agravar ainda mais a crise humanitária.

Presidente da Venezuela Nicolás Maduro, que foi capturado durante operação militar norte-americana em Caracas. Foto: Reprodução

Autoridades brasileiras acompanham de perto a situação, avaliando os impactos sobre a estabilidade regional e o aumento do fluxo migratório. Medidas de acolhimento e segurança estão sendo reforçadas para atender à população que chega.

Organizações humanitárias alertam para a vulnerabilidade dos venezuelanos. A falta de acesso a alimentos, medicamentos e abrigo adequado torna a travessia e a permanência no Brasil extremamente delicadas.

Para Cardenas e outros refugiados, a expectativa de liberdade prometida com os ataques dos EUA não se concretizou. A população continua sofrendo com a escassez e a insegurança, sem sinais de melhora imediata.

O episódio evidencia os desafios humanitários e políticos na fronteira entre Brasil e Venezuela. Enquanto a comunidade internacional observa os desdobramentos, os impactos diretos sobre os refugiados permanecem urgentes.

Lindiane Seno
Lindiane é advogada, redatora e produtora de lives no DCM TV.