Vice-presidente da Venezuela pede resistência após sequestro de Maduro: ‘Não seremos colônia’

Atualizado em 3 de janeiro de 2026 às 18:24
A vice-presidente da Venezuela Delcy Rodríguez, em pronunciamento à nação. Foto: Reprodução/Youtube

Neste sábado (03), a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento em Caracas convocando ministros e a população a resistir a uma possível intervenção dos Estados Unidos. O discurso ocorreu após os EUA anunciarem a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.

Rodríguez afirmou que Maduro continua sendo o único presidente do país e classificou sua captura como um “sequestro” promovido por Washington. Ela pediu calma e reforçou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”.

A declaração foi feita em meio a explosões na capital venezuelana e sobrevoos de aeronaves a baixa altitude. O pronunciamento ocorreu ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da vice-presidente, além de ministros do Interior, Defesa e Relações Exteriores.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os EUA assumiriam interinamente o governo venezuelano até que ocorra uma transição política. Ele também confirmou que petroleiras norte-americanas passariam a operar na Venezuela, alegando que a indústria do país havia sido “roubada” pelo regime de Maduro.

Segundo Trump, Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados em Caracas e levados para Nova York a bordo de um navio de guerra norte-americano. Ele descreveu a operação como a maior ação militar dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial, realizada em 47 segundos.

Rodríguez não comentou se assumiria o governo interinamente, apesar de fontes indicarem que ela teria tomado posse em cerimônia secreta. Ela exigiu prova de vida de Maduro e reforçou que o país se reserva ao direito de legítima defesa, convocando outros governos latino-americanos e do Caribe a se solidarizarem.

O governo venezuelano divulgou um comunicado classificando a ação como “agressão imperialista” e afirmou que os EUA buscam controlar recursos estratégicos, principalmente petróleo e minerais. O texto também informou que Maduro decretou estado de Comoção Exterior para proteger a população e as instituições.

Desde agosto de 2025, os EUA aumentaram a pressão sobre o governo Maduro, elevando a recompensa por informações sobre o presidente venezuelano e reforçando a presença militar no Caribe. Autoridades americanas citam o combate ao narcotráfico e a derrubada do regime como objetivos das operações recentes.

Veja o pronunciamento completo:

Lindiane Seno
Lindiane é advogada, redatora e produtora de lives no DCM TV.