
Autoridades iranianas realizaram neste domingo (1) o velório do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado (28) durante um ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel. A confirmação da morte foi feita oficialmente pelo governo iraniano, um dia após o ataque que abalou o Oriente Médio.
O governo do Irã decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriados em memória de Khamenei, que liderou o país por quase quatro décadas. Em comunicado oficial, o presidente Masoud Pezeshkian prometeu vingança contra os Estados Unidos, responsabilizando-os pela morte do líder religioso.
Após sua morte, foi formado um Conselho Provisório de Liderança para comandar o país até que um novo líder supremo seja escolhido pelo Conselho dos Especialistas, conforme prevê a Constituição iraniana. Esse grupo temporário é composto pelo presidente, pelo chefe do judiciário e por um jurista do Guardian Council.
O ataque que matou Khamenei foi o início de uma ofensiva maior, considerada uma das mais intensas já enfrentadas pelo Irã. As forças dos Estados Unidos e de Israel coordenaram uma série de bombardeios que atingiram locais estratégicos, incluindo o complexo em que o líder supremo estava reunido com altos oficiais. Satélites mostraram severos danos na estrutura onde ele se encontrava.
📹 #Vídeo Ali Khamenei é velado por líderes iranianos
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Ali Khamenei assumiu o poder em 1989 e se tornou símbolo da República Islâmica após a Revolução de 1979. Ao longo de seu período, concentrou poder político, militar e religioso, fortalecendo as Forças Armadas iranianas e grupos aliados na região, como Hezbollah, e mantendo uma postura francamente hostil em relação aos Estados Unidos e Israel.
A mídia estatal iraniana destacou no velório que “não houve lugar seguro” para o líder, refutando alegações de que ele teria conseguido se esconder ou escapar antes do ataque. “Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”, afirmou a nota oficial.
A morte de Khamenei desencadeou respostas fortes tanto dentro quanto fora do Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica e outros grupos ligados ao Estado prometeram continuar a lutar contra os “inimigos externos”, enquanto protestos e manifestações em apoio ao povo iraniano surgiram em diversas cidades do mundo, inclusive em Paris e Londres. Confira o vídeo:
Imagens mostram manifestação em apoio ao povo iraniano em Paris. Atos semelhantes estão previstos em outras cidades do mundo. Donald Trump afirmou à Fox News que 48 líderes iranianos foram mortos na ofensiva.
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