
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro (PL) “não se lembra de nada” depois de cair e bater a cabeça dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A declaração foi feita na noite desta terça-feira (6), após visita ao marido, e veio acompanhada de críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que negou levar o ex-presidente ao hospital.
Segundo Michelle, Bolsonaro apresentou hematoma no rosto, sangramento no pé e respostas lentas após a queda. Ela disse que tentou conversar com o marido, mas que ele não recordava o ocorrido: “Tentei conversar, mas ele não lembrava de nada. Ele disse que sabe que caiu, mas não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou.”
A ex-primeira-dama afirmou temer possíveis danos neurológicos e questionou a ausência de atendimento imediato. “A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico, essa é nossa preocupação”, disse.
Michelle também criticou Moraes e o procurador-geral Paulo Gonet: “Eu peço a Deus para que proteja ele e livre ele de todo mal. Mas é uma mancha para a instituição se acontecer alguma coisa com o meu marido. Não é possível que mais uma vez vai ter sangue de inocente na mão do excelentíssimo ministro e do Gonet.”
🚨URGENTE – Michelle diz que Bolsonaro estava com um hematoma no rosto e com o pé sangrando na PF
“Ele está um pouco lento nas respostas. Tentei conversar, mas ele não lembrava de nada” pic.twitter.com/VS1mpdSzWe
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) January 7, 2026
Suposta queda
A versão publicada por Michelle nas redes sociais aponta que Bolsonaro caiu durante a madrugada, enquanto dormia, dentro da cela onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu Michelle em um Story do Instagram.
A equipe médica da PF avaliou o ex-presidente e concluiu que não havia necessidade de remoção hospitalar. Um relatório encaminhado ao magistrado informa que Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico.
Moraes nega envio ao hospital
O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido dos advogados de Bolsonaro para que ele fosse levado ao hospital. No despacho, Moraes afirmou: “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal.”
Bolsonaro voltou à sede da PF em 1º de janeiro após nove dias internado para tratar a hérnia inguinal bilateral e complicações relacionadas a crises de soluço. Nesse período, realizou bloqueios no nervo frênico, além de endoscopia que apontou esofagite e gastrite. O pedido de prisão domiciliar foi negado por Moraes.