
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado nesta segunda (30) como pré-candidato à Presidência pelo PSD e anunciou que, se eleito, vai anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A confirmação de seu nome para a disputa pelo Planalto foi feita por Gilberto Kassab, presidente da sigla.
“Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Caiado. Ele afirmou que a ideia é usar a proposta para acabar com a polarização política. “Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas”, prosseguiu.
Ronaldo Caiado promete “anistia, ampla, geral e irrestrita” se eleito pic.twitter.com/E46Rg1DNjp
— Rádio BandNews FM (@radiobandnewsfm) March 30, 2026
Sobre a disputa com o presidente Lula, que será candidato à reeleição, ele alegou que “o desafio não é ganhar eleição do PT apenas”.
“Isso é fácil, no segundo turno sem dúvida alguma ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Ele não é opção mais em Goiás, não é em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul”, acrescentou.
A escolha de Caiado ocorreu após disputa interna no partido com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Junior, do Paraná, que desistiu da corrida na semana anterior. Kassab classificou a decisão como complexa: “É um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos”, afirmou.
O PSD avalia que há espaço para uma alternativa eleitoral fora da polarização entre Lula e Bolsonaro, embora pesquisas indiquem baixa viabilidade para uma terceira via no momento.
Caiado se filiou ao PSD em março, após deixar o União Brasil, com o objetivo de viabilizar sua candidatura. Na ocasião, afirmou que apoiaria o nome escolhido internamente: “o que sair candidato” teria o apoio dos demais governadores do partido.
Leite reclamou da decisão do partido de escolher Caiado, alegando que ela “mantém esse ambiente de polarização radicalizada” no país. “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão”, afirmou.