
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu uma coletiva de imprensa na Flórida nesta sábado (03), às 13h no horário de Brasília, para comentar os ataques militares à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas. Ao lado de integrantes do alto escalão do governo, Trump afirmou que a operação resultou na detenção de Maduro e no início de um processo de transição política no país.
Durante a entrevista, Trump disse que os Estados Unidos assumirão o controle da Venezuela até que uma transição considerada “segura, adequada e criteriosa” seja concluída. Segundo ele, não há prazo definido para o fim dessa administração provisória. “Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura”, declarou.
O presidente afirmou que a ação militar foi bem-sucedida e não descartou novas intervenções. Disse que tropas americanas estiveram em solo venezuelano “em um nível muito alto” e afirmou que os EUA estão prontos para lançar um segundo ataque “muito maior” caso considerem necessário. “Não temos medo de tropas em solo venezuelano”, disse.
Trump também declarou que Nicolás Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela e o chamou de “ditador ilegítimo”, acusando-o de envolvimento com o tráfico de drogas e de liderar o Cartel de los Soles. Segundo o republicano, a captura de Maduro torna os Estados Unidos uma nação “mais segura” e marca o momento em que “o povo venezuelano está livre novamente”.
O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou esse discurso e afirmou que Maduro era um “fugitivo da justiça americana”, lembrando que havia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre seu paradeiro. “Acho que economizamos US$ 50 milhões”, afirmou, antes de Trump dizer que o governo deveria garantir que ninguém reivindicasse o valor. Rubio acrescentou que Maduro teve “múltiplas oportunidades” de evitar o desfecho, mas optou por “agir como um louco”.
Detalhes da operação foram apresentados pelo general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto. Ele afirmou que a ação, batizada de “Operação Resolução Absoluta”, manteve o “elemento surpresa”, neutralizou os sistemas de defesa aérea venezuelanos e envolveu mais de 150 aeronaves. Segundo Caine, os helicópteros americanos foram alvejados ao chegar ao local, mas responderam com “força esmagadora”. Maduro e sua esposa “desistiram” antes de serem detidos e levados ao porta-aviões USS Iwo Jima.
Ainda durante a coletiva, Trump comentou a situação política regional e enviou recados a outros países. Ele acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de envolvimento com o tráfico de drogas e disse apenas: “É melhor ele ficar esperto”. Sobre Cuba, afirmou que o país será tema de futuras discussões e declarou: “Queremos ajudar o povo de Cuba e as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba”.
Questionado sobre a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, Trump disse que não falou com ela e avaliou que seria “muito difícil” que ela liderasse o país. Embora a tenha descrito como “uma mulher muito simpática”, afirmou que ela “não tem o apoio nem o respeito necessários dentro da Venezuela” para assumir o comando do governo.
Veja a coletiva: