
O presidente Lula afirmou que os resultados positivos da economia ainda não se refletiram em apoio eleitoral porque a campanha não começou. Em entrevista ao UOL News, ele disse que esse cenário deve mudar com o início do período eleitoral.
“É porque não tem campanha ainda. Deixa eu começar a campanha. Você vai ver como vai virar voto”, declarou. Questionado pela jornalista Daniela Lima sobre indicadores como a menor taxa de desemprego da história e a inflação dentro da meta, Lula sustentou que os efeitos políticos desses números dependem do ambiente eleitoral.
Para ele, os dados econômicos ganham peso junto ao eleitorado quando passam a ser debatidos diretamente durante a campanha. O presidente também afirmou que seu governo passou os primeiros anos “consertando o país” e que 2026 será o momento de colher resultados.
“Só para você ter ideia da quantidade de obras que nós encontramos paralisadas, de escolas, de creches, de hospitais universitários .Agora é o ano da colheita”, prosseguiu, mencionando a retomada de projetos e a recriação de ministérios.
Lula voltou a criticar agentes do mercado financeiro que, segundo ele, reagem negativamente a políticas sociais e a gastos públicos. “Começa janeiro, o sistema financeiro começa a dizer que vai ter um déficit fiscal”, afirmou. Para o presidente, esses setores “não pensam no social” e classificam como gasto qualquer iniciativa voltada à população de baixa renda.
Ao defender o aumento real do salário mínimo, Lula disse que a valorização é necessária e não compromete a economia. “Quando você aumenta 100 reais no salário mínimo, aparece um monte de gente do mercado dizendo que vai estourar a economia”, afirmou. Segundo ele, sem essa política, o piso salarial hoje seria de cerca de R$ 800.
O presidente ainda rebateu previsões pessimistas sobre o crescimento do país e elogiou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Embora tenha reiterado que considera a taxa de juros alta, Lula disse confiar no trabalho do chefe da autoridade monetária. “Esse país só voltou a crescer acima de 3% ao ano quando eu voltei para a presidência da República”, afirmou.