
O pastor Silas Malafaia afirmou neste domingo (1º/3), em discurso no ato bolsonarista “Acorda Brasil”, na Avenida Paulista, em São Paulo, que o ministro do STF Alexandre de Moraes “foi comprado”. Ele citou o inquérito das Fake News, conduzido por Moraes desde 2019, e o contrato da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, alegando que o vínculo serviria para “corrupção deslavada” e compra de poder.
“Ele [Alexandre de Moraes] foi comprado. O seu poder foi comprado no contrato da mulher dele. Ela [Viviane de Moraes] tem que ser convocada. O sigilo dele tem que ser quebrado”, declarou Malafaia. O pastor também disse que o Supremo estaria “desmoralizado” pelas ações atribuídas ao ministro.
O ato foi o primeiro grande encontro bolsonarista do ano e teve como pautas a redução das penas aos condenados pelo 8 de Janeiro, a conversão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em domiciliar, críticas ao governo Lula e pedidos de impeachment de Moraes e Dias Toffoli. A mobilização foi convocada por Malafaia e pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e ocorreu também em outras capitais, como Belo Horizonte.
Na Paulista, participaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e dois nomes apontados como presidenciáveis, os governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Também estiveram no evento o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e parlamentares como Guilherme Derrite (PP-SP), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Mário Frias (PL-SP), Rosana Valle (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), além de deputados estaduais como Lucas Bove (PL-SP), Coronel Telhada (PP-SP) e Valéria Bolsonaro (PL-SP), entre outros.
No palanque, Derrite — pré-candidato ao Senado na chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) — comemorou a inclusão, no PL Antifacção, da proibição do voto por presos provisórios e afirmou: “E este ano, em 2026, aquele que comemorou, que foi o mais votado nos presídios, não vai comemorar mais. Acabamos com direito ao voto dentro do presídio. Chega de bandido votar”. Mário Frias, também cotado ao Senado, disse ser “radicalmente cristão” e “radicalmente Bolsonaro”, enquanto Rosana Valle elogiou Michelle Bolsonaro: “Michelle, o povo paulista, o povo brasileiro te ama”.
Caiado declarou que, “aquele que chega lá”, fará “anistia plena, geral e irrestrita” em 1º de janeiro de 2027, e exaltou a capacidade de mobilização de Bolsonaro “mesmo preso”. Zema, por sua vez, defendeu o fim da “farra dos intocáveis”, em referência a ministros do STF. Por chamada de vídeo, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, disse que a eleição seria “a ferramenta” para alcançar a anistia e citou “a eleição de Flávio Bolsonaro presidente” e uma bancada “forte e valente”; ele é réu no STF por coação devido à atuação contra autoridades brasileiras.