VÍDEO: Em novo crime eleitoral, Covas dá bônus a terceirizados de SP e convoca para reta final da campanha

A distribuição de cestas básicas pela prefeitura, ao som do jingle de sua campanha, a três dias do segundo turno, virou ‘fichinha’ perto do último crime eleitoral cometido pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) apenas 24 horas antes do segundo turno contra Boulos, neste domingo, 29.

Virou fichinha pois desta vez a ilegalidade foi anunciada pelo próprio candidato.

Na condição de prefeito, Bruno afirmou por meio de uma live nas redes um bônus financeiro aos funcionários da rede terceirizada da prefeitura de São Paulo.

Em seguida, agradece o apoio e convoca os beneficiados para redobrar a militância nos dias que antecedem o pleito.

Mais que reflexo do desespero com o crescimento da candidatura de Guilherme Boulos, o gesto atesta o ‘vale-tudo’ implantado pelo prefeito na reta final da campanha.

O caso é tão escandaloso que o prefeito-candidato, ao anunciar o benefício aos terceirizados, agradece o trabalho que cada um está realizando “voto a voto, de casa em casa, pedindo apoio” para a sua reeleição.

O que mais Bruno Covas precisa fazer para ter a candidatura cassada?

Para o jurista Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, ao confundir a posição de prefeito com a de candidato, Bruno comete flagrante ilegalidade eleitoral.

“No papel de candidato ele está usando a máquina pública para mobilizar, por meio da rede terceirizada de serviços da prefeitura, os beneficiados para a reta final de campanha”, diz. “Anunciar o bônus, agradecer o apoio e convocar para novas iniciativas eleitorais é gravíssimo. Esse gesto precisa ser apurado com rigor”.

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