
Vídeos gravados na Câmara Municipal de Belo Horizonte, em Minas Gerais, estão viralizando nas redes sociais. Nas imagens, jovens aparecem chorando, ajoelhados, cantando louvores e orando. Os registros receberam uma enxurrada de críticas por parte de internautas que questionaram o motivo de um espaço que deveria servir para debate público estar sendo utilizado para a realização de eventos semelhantes a cultos.
O tema trouxe à tona alguns projetos polêmicos aprovados recentemente pelos vereadores mineiros. Apenas em 2025, foram instituídos o Dia da Fidelidade Conjugal e do Casamento Monogâmico Cristão, o Dia Municipal de Combate à Cristofobia e o Dia Municipal dos Legendários.
Todas as propostas partiram de vereadores de partidos conservadores. Neném da Farmácia (Mobiliza), dono da iniciativa pelo Dia da Fidelidade Conjugal e do Casamento Monogâmico Cristão afirmou na época que buscava dar visibilidade a valores conjugais que, para ele, ajudam a manter as famílias da capital.
O que está acontecendo em BH é assustador
Projetos aprovados: uso da bíblia cm material escolar, dia dos legendários, autorização pra legendários auxiliarem a defesa civil em resgates, dia do casamento monogâmico cristão— Ana Sílvia Ferreira (@anasilviafc) April 27, 2026
Já o Dia Municipal dos Legendários homenageia um movimento evangélico que promete promover “a transformação de homens, famílias e comunidades por meio de experiências religiosas e de desenvolvimento pessoal”.
O Dia Municipal de Combate à Cristofobia, por sua vez, de acordo com o vereador Pablo Almeida (PL), nasceu por conta de um vídeo de Carnaval com personagens fantasiados de Jesus e do diabo, que ele considerou ofensivo à fé cristã.
Uma das maiores polêmicas da Câmara Municipal de Belo Horizonte se deu em abril de 2025, quando o projeto que autorizava a leitura da Bíblia em escolas públicas e particulares da capital mineira foi aprovado. O livro seria uma espécie de material paradidático.
Com a repercussão negativa, a lei foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em setembro do mesmo ano, em uma decisão que atendeu a questionamentos sobre a laicidade do Estado.
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