VÍDEO – Ex-braço-direito acusa Bolsonaro pela morte de Bebbiano: “Angústia e traição”

Atualizado em 25 de março de 2026 às 22:42
Jair Bolsonaro sorrindo ao lado do ex-deputado federal Julian Lemos
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-deputado federal Julian Lemos – Reprodução

O ex-deputado federal Julian Lemos fez declarações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista concedida ao programa Correio Debate, da Rádio 98 FM Correio, nesta terça-feira (24). Na ocasião, ele afirmou que Bolsonaro teria responsabilidade na morte de Gustavo Bebianno. Segundo Lemos, “Ele abandonou (Bebianno). Ele matou Bebianno sabe de que? De angústia e traição”.

Durante a entrevista, Lemos também confirmou a possibilidade de se filiar ao PSB para disputar uma vaga na Câmara Federal nas próximas eleições. Ele afirmou que deixou o grupo político ligado a Bolsonaro após discordâncias e declarou que não aceitou manter vínculo político nas condições apresentadas.

O ex-deputado, aliado de primeira hora e braço-direito do ex-Capitão na campanha de 2018, relatou episódios do período em que esteve próximo de Bolsonaro, mencionando sua atuação em articulações políticas e segurança durante agendas do então candidato.

“Eu encontrei Bolsonaro, ele não pontuava um por cento nas pesquisas”, disse Lemos. “Quando ele veio pra cá, os dois deputados do partido dele sequer receberam ele na Assembleia Legislativa. Eu, através da minha articulação junto com o presidente da Câmara de Vereadores, consegui colocar Bolsonaro (na Câmara). Coloquei quarenta seguranças lá dentro do meu bolso. Depois dali em diante, eu passei três anos andando com Bolsonaro”.

Na sequência, o ex-parlamentar afirmou que esperava apoio político após o período de atuação conjunta: “Quem era pra ter me apoiado era Lula? Agora, não queiram que por eu ter apoiado Bolsonaro, eu teria que ter feito um pacto com ele pra o resto da vida. Bolsonaro é um traidor. Ele é um traidor. E eu não admito ninguém colocar a minha honra em xeque por causa de um traidor que me abandonou”, declarou, avisando que não será mais um ‘vassalo’ do ex-presidente.

“Você sabe o que eu passei, rapaz? Eu arrisquei minha vida. Eu peguei meu carro e rodei 1.200 quilômetros. Teus ativos financeiros gastos do bolso foram pagos depois? Não, eu não recebi nada de Bolsonaro, nem gratidão”, reclamou, afirmando que sua fama de traidor foi algo plantado por Flávio Bolsonaro.

O ex-deputado também fez críticas ao senador Sérgio Moro, que foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro. Lemos citou a saída de Moro do cargo e mencionou divergências relacionadas à atuação na Polícia Federal.

“Ele (Moro) disse que iria combater a corrupção, depois levou uns gritos naquela reunião que foi vazada e agora tava lá abraçado com Flávio (Bolsonaro). Inclusive, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, não foi agora pra uma CPI porque ele (Moro) deu um ‘voto de minerva’”, afirmou.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.