
Uma das críticas mais duras ao atual governo de Israel partiu de alguém que esteve no topo da estrutura militar do país.
Moshe Ya’alon, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e ex-ministro da Defesa, usou as redes sociais para fazer uma avaliação alarmante sobre a direção política israelense.
Ele não é conhecido como militante pró-Palestina nem como figura da esquerda radical. Ao longo da carreira, comandou operações militares na Cisjordânia e ocupou cargos centrais na área de segurança. Justamente por isso, suas palavras ganharam grande repercussão.
Em publicação no X, Ya’alon escreveu: “A ideologia da ‘supremacia judaica’, que se tornou dominante no governo israelense, lembra a teoria racial nazista…” Veja o post na íntegra:
ביום שלישי האחרון בערב השתתפתי בארוע לציון יום השואה הבינלאומי. כאשר הגעתי הביתה, קבלתי הודעה על פוגרומיסטים יהודים שתוקפים פלסטינים בדרום הר חברון, גונבים את צאנם ושורפים את רכושם. ״אי אפשר להשוות!״…
לאחר שאמבולנסים, שניסו להגיע למקום, עוכבו על-ידי הטרוריסטים היהודים, שלושה…— משה ‘בּוֹגִי’ יעלון (@bogie_yaalon) January 30, 2026
Em seguida, reconheceu que desconsiderou alertas feitos no passado por um dos intelectuais mais respeitados de Israel, o filósofo Yeshayahu Leibowitz.
“Eu conhecia os alertas do Prof. Yeshayahu Leibowitz sobre o processo de brutalização a ponto de nos transformar em ‘judeu-nazistas’, como resultado do nosso domínio sobre outro povo…”, escreveu nas redes
“Hoje, o Prof. Yeshayahu Leibowitz estava certo, e eu estava errado…”
Leibowitz foi uma voz constante de advertência contra os efeitos morais e políticos da ocupação dos territórios palestinos. Durante décadas, muitos dentro do establishment trataram suas análises como exageradas. Ao afirmar que ele “estava certo”, Ya’alon admite uma verdade inconveniente.