VÍDEO: Explosão no céu dos EUA assusta milhares de pessoas

Atualizado em 17 de março de 2026 às 20:11
Meteoro no céu dos EUA. Foto: reprodução

Uma bola de fogo cruzando o céu do nordeste dos Estados Unidos chamou a atenção de moradores na manhã desta terça-feira (17). O fenômeno foi confirmado por dados da NOAA e do National Weather Service, que identificaram o evento como a explosão de um meteoro na atmosfera.

O clarão foi registrado por satélites por meio do equipamento Geostationary Lightning Mapper, instalado no satélite GOES-19, que normalmente detecta relâmpagos, mas também capta flashes extremamente brilhantes. Imagens feitas por câmeras de segurança e por um funcionário do serviço meteorológico em Pittsburgh mostram o rastro luminoso deixado pelo objeto antes de se fragmentar no ar.

De acordo com a NASA, o meteoro tinha cerca de 1,8 metro de diâmetro e pesava aproximadamente sete toneladas. Ele se tornou visível a cerca de 80 quilômetros de altitude, sobre o Lago Erie, e atravessou mais de 48 quilômetros da atmosfera a uma velocidade de aproximadamente 72 mil km/h antes de explodir próximo a Medina, no estado de Ohio.

A explosão liberou uma energia equivalente a cerca de 350 toneladas de TNT, o que explica os estrondos ouvidos por moradores em diversas regiões. Relatos indicam que algumas casas chegaram a tremer com a onda de choque. Centros de emergência receberam chamadas de pessoas que observaram a bola de fogo no céu em áreas como Pittsburgh, Cleveland e outras cidades da Pensilvânia e de Ohio.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, houve registros do fenômeno também em estados como Nova York, Michigan, Indiana, Kentucky, Virgínia e até na região de Washington, D.C. A ampla visibilidade reforça a intensidade do evento.

Especialistas explicam que esse tipo de ocorrência é conhecido como bólido, quando um meteoro entra na atmosfera terrestre e explode antes de atingir o solo. Conforme a NASA, um meteoro é um fragmento rochoso que se incendeia ao atravessar a atmosfera em alta velocidade. Apenas quando parte desse material sobrevive à queda é que passa a ser chamado de meteorito.

A agência espacial estima que cerca de 48,5 toneladas de material meteórico atinjam a Terra diariamente, embora quase todo esse volume seja completamente vaporizado antes de chegar ao solo, deixando apenas rastros luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.