
O primeiro-ministro de extrema-direita da Hungria, Viktor Orbán, lamentou a derrota nas eleições de domingo (12), quando foi derrotado, e disse estar sentindo “fadiga, dor e um vazio”. Ele foi derrotado por Péter Magyar, ex-aliado e agora opositor, e vai deixar o poder após 16 anos.
“Essa dor [da derrota] liberou muita energia em mim, e não cabe a mim decidir o que fazer. Não sei se consigo encontrar felicidade na vida —além da minha família— ou ímpeto, ambição, inspiração. Não sei ainda, porque agora estou lutando contra a fadiga, ou a dor, e o vazio, assim como você”, afirmou.
A derrota de Orbán foi confirmada no domingo, quando o partido opositor Tisza, liderado por Magyar, alcançou 138 das 199 cadeiras do Parlamento húngaro, superando a maioria necessária para implementar reformas constitucionais.
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— Folha de S.Paulo (@folha) April 17, 2026
Magyar, que tem planos de reverter medidas tomadas por Orbán durante seus quatro mandatos, deverá formar o novo governo até o dia 12 de maio. Durante a campanha, o opositor usou as redes sociais para comunicar diretamente com seus eleitores, evitando a imprensa que tradicionalmente apoiava Orbán.
Seu estilo de comunicação se manteve durante a semana seguinte à eleição, quando anunciou medidas que sinalizam um distanciamento do legado do premiê cessante. A primeira delas foi a suspensão das emissoras estatais até a reforma da legislação de mídia.
Em seu esforço para se distanciar ainda mais de Orbán, Magyar detonou Tamás Sulyok, presidente do país, e disse que ele não era digno de representar a nação húngara e que deveria deixar o cargo após a formação do novo governo.