VÍDEO – Flávia Oliveira dá aula a Demétrio Magnoli sobre “polarização” na GloboNews: “Um lado manda fuzilar”

Atualizado em 12 de julho de 2022 às 13:49
Flávia Oliveira debate com Demétrio Magnoli na GloboNews

Na segunda-feira (11), durante o programa ‘Em Pauta’, da GloboNews, o jornalista e sociólogo Demétrio Magnoli apontou o “extremismo de ambos os lados” ao comentar o assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, pelo policial bolsonarista Jorge José Guaranho. Outra jornalista presente no programa, Flávia Oliveira, rebateu as falas do colega.

Para ela, tanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) como seus apoiadores são os que fomentam a violência no campo político. Após a morte do petista pelo apoiador do chefe do Executivo, o próprio presidente, embora tenha condenado o ato, também culpou a oposição e tirou o foco do crime.

Flávia criticou o discurso de que haja violência de ambos os lados e afirmou haver uma assimetria.

“Eu acho que tem uma assimetria importante. Não tem de um lado pessoas questionando o sistema eleitoral, atacando ministro do Supremo, dizendo que não teremos um novo capitólio. Do outro lado tem respeito às instituições e eventualmente consulta às instituições”, iniciou.

A jornalista lembrou ainda a acusação de genocídio contra Bolsonaropela Articulação dos Povos Indígenas e também a Coalização Negra por Direitos. “Eles representaram na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, no Tribunal Internacional, na ONU, em Genebra”, afirmou ela.

“Então, Demétrio, são situações bastante diferentes em relação a fuzilar, a mandar fuzilar, a facilitar o acesso às armas, a exibir, como fez hoje o filho deputado do presidente, um bolo de aniversário com uma temática, em um dia de extrema sensibilidade no mundo político, um deputado mostrar um bolo com uma arma de fogo festejando o próprio aniversário”, disse, se referindo às fotos do aniversário do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

“Há uma série de sinais que são muito mais graves e alcançam não só o candidato petista, mas todo um campo de adversários e de institucionalidade, inclusive jornalistas e sobretudo mulheres, que somos de forma recorrente atacadas e sofremos ameaças”, completou a jornalista.

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