
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça (26), ao deixar o hotel Willard Intercontinental, em Washington, que seguia para a Casa Branca. A declaração foi dada em meio a contradições de aliados sobre o suposto encontro com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
“Estou indo para a Casa Branca”, declarou aos jornalistas pouco antes das 14h no horário local. O parlamentar embarcou em uma SUV acompanhado do irmão mais novo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, do blogueiro Paulo Figueiredo e de seguranças.
Apesar das informações divulgadas por aliados do senador nos últimos dias, a Casa Branca não havia confirmado oficialmente o encontro até o momento em que Flávio deixou o hotel. Ele ignorou perguntas sobre o encontro com o republicano e afirmou que fará uma coletiva de imprensa mais tarde.
Mais cedo, Eduardo disse que o encontro ocorreria “à tarde”, mas Figueiredo contradisse o ex-parlamentar, não confirmou a conversa com o presidente americano e chegou a chamar as informações sobre a reunião de “especulação”.
Interlocutores afirmam que as negociações para a agenda vinham sendo conduzidas há semanas, principalmente por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Segundo relatos de pessoas ligadas à diplomacia americana ouvidas pela coluna de Mariana Sanches no UOL, a possibilidade do encontro era tratada com reserva e a divulgação antecipada da agenda teria provocado desconforto entre aliados envolvidos nas articulações.
A viagem acontece em um momento de pressão para a pré-campanha presidencial de Flávio, após a divulgação de áudios nos quais ele pede recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades relacionadas ao caso.
Na manhã desta terça, Flávio recebeu no hotel Darren Beattie, integrante do Departamento de Estado dos Estados Unidos responsável por temas ligados ao Brasil. O encontro ocorreu horas antes da ida do parlamentar à região da Casa Branca.