VÍDEO – General Heleno ameaça golpe militar contra “abusos” do Judiciário

General Augusto Heleno em entrevista por vídeoconferencia
General Augusto Heleno defende golpe das Forças Armadas – Foto: Reprodução

O general Augusto Heleno falou nesta segunda-feira (16), em entrevista à Rádio Jovem Pan, que as Forças Armadas podem ser usadas contra o que ele chama de ‘abusos’ do judiciário.

“Acho que para a opinião pública, pelo que ela tem se manifestado, há uma certa concordância sobre esse papel do judiciário que tem colocado as coisas numa tensão ainda maior. Mas não acredito numa intervenção no momento, essa intervenção poderia acontecer num caso muito grave”, afirmou.

“Discordo até das considerações que fazem do 142, acho que o artigo é bastante claro, basta ler com imparcialidade, mas não acredito que ele venha ser empregado na situação atual”.

Muito ligado à Bolsonaro, ele abraçou a tese de que as Forças Armadas podem sim dar o golpe. “Nós temos que torcer, buscar equilíbrio, bom senso, para não ter que usar o 142. O artigo 142 não diz quando exatamente as Forças Armadas precisam intervir. É uma intervenção que acontece pela necessidade de manter a tranquilidade do país. E pode acontecer em qualquer lugar”.

Leia mais:

1 – VÍDEO: Lula é ovacionado ao chegar em hotel no Nordeste

2 – Após pressão, PGR diz que irá apurar ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas

3 – Barroso manda devolver passaporte de Henrique Pizzolato

Augusto Heleno e o Golpe

Para embasar a vontade de golpe, ele ainda usou a Constituição com a interpretação maluca do bolsonarismo. “Se ele existe, no texto constitucional, é sinal que ele pode ser usado, se não ele não estava na Constituição”.

E Heleno também falou sobre o poder moderador das Forças Armadas. “Quanto a ser poder moderador, de acordo com a ocasião que isso vier a acontecer e tomara que isso não aconteça, insisto, temos que verificar qual a atitude deste poder moderador”, afirmou.

“Isso já diz, poder moderador é para moderar uma situação de crise e os poderes tem que retomar a sua posição no cenário nacional e serem devidamente limitados e respeitados”.