
O presidente Donald Trump afirmou que pretende tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos “por bem” ou “por mal”, reforçando que o controle do território semiautônomo dinamarquês é “crucial” para a segurança nacional.
Em reunião na Casa Branca com executivos da indústria petrolífera, declarou: “Quero chegar a um acordo por bem. Mas, se não conseguirmos fazer da forma fácil, faremos da difícil.”
Trump citou a presença crescente de Rússia e China no Ártico como justificativa para o interesse norte-americano. Segundo ele, se os EUA não assumirem o controle da ilha rica em minerais, “Rússia ou China o farão”. O pronunciamento ocorreu após discussões sobre exploração de petróleo na Venezuela.
Assista abaixo:
Sobre a Groenlândia, o presidente Trump disse que “faremos algo, quer eles gostem ou não”. Disse que gostaria de fazer pelo “jeito fácil”, mas que se não conseguir, fará pelo “jeito difícil”. Trump parece mesmo dedicado a ser o primeiro membro da OTAN a atacar outro membro da… pic.twitter.com/KKt8PbAwTE
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) January 9, 2026
O presidente descartou, por ora, a compra da Groenlândia, embora admita estudos para oferecer compensações financeiras a habitantes que apoiassem a anexação. Ainda assim, reafirmou que o território fará parte dos EUA “de modo mais suave ou não”, “do jeito fácil ou difícil”, destacando que seu plano inicial é tentar um acordo direto.
Groenlândia
A Groenlândia é uma ilha extensa localizada entre o Oceano Atlântico Norte e o Ártico e constitui um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca. Com uma população de cerca de 57 mil habitantes, mantém governo próprio desde 1979 e ampliou autonomia em 2009, embora questões de defesa e relações exteriores permaneçam sob controle dinamarquês.
Historicamente, a Groenlândia tem importância geopolítica devido à sua posição estratégica no Ártico, que abriga a base americana de Pituffik (antiga base aérea de Thule) e serve como ponto de monitoramento militar e climático desde a Segunda Guerra Mundial.