
O comentarista Joel Pinheiro reclamou da homenagem ao presidente Lula promovida pela Acadêmicos de Niterói na GloboNews e disse a ideia era “exaltar” a figura do petista em ano de eleição. Octávio Guedes deu uma invertida no colega e explicou por que não houve crime eleitoral.
Octávio relatou que houve cuidado prévio para evitar questionamentos jurídicos e que houve orientação para que o presidente beijasse todas as bandeiras das escolas. “Ou beija todas ou não beija nenhuma”, relatou. Ele ainda afirmou ainda que foi montado um “cordão sanitário” para não dar margem a acusações de crime eleitoral.
Joel Pinheiro questionou o impacto do desfile e disse que houve uso de “dinheiro público para exaltar a figura do líder máximo do país de uma maneira bajulatória em ano eleitoral e ainda satirizando a sua oposição”. Para ele, a intenção era “ajudar” Lula.
“No dia de hoje, está todo mundo falando sobre ele. Esse domínio total da pauta já é um ganho inequívoco em termos de comunicação”, prosseguiu.
Octávio rebateu afirmando que a lei é objetiva. “Joel, a lei diz que campanha é pedir explicitamente voto, menção à pretensa candidatura e exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos”, disse. Ele ainda apontou que a exaltação por si só não configura irregularidade sem prova de ingerência direta.
“Precisa saber se houve ingerência do pré-candidato na escolha desse samba enredo”, explicou. Ele ainda disse que a legislação eleitoral “vai mudando” e que a tendência hoje é impor punições a casos com pedido explícito de voto ou promessa de campanha.