VÍDEO: Lula cita Papa Leão XIV e ataca “patriotas” que governam para os ricos

Atualizado em 18 de abril de 2026 às 16:36
Lula citou o Papa Leão XIV em evento realizado em Barcelona, na Espanha.
O presidente Lula (PT) junto ao Papa Leão XIV. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula publicou neste sábado (18) um trecho do discurso feito em Barcelona, na Espanha, em que citou o Papa Leão XIV para afirmar que a democracia corre o risco de virar “máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas”. A declaração foi dada durante a Global Progressive Mobilisation, encontro que reuniu lideranças progressistas, ativistas e chefes de Estado na cidade espanhola.

No post, Lula afirma que o papel dos progressistas é “desmascarar essas forças” e mira “aqueles que dizem estar ao lado do povo, mas governam para os mais ricos”. A publicação também inclui a crítica aos que “se dizem patriotas”, mas colocam a soberania “à venda” e defendem sanções contra o próprio país.

A fala apareceu no trecho em que o presidente voltou a tratar a extrema-direita como ameaça concreta e não apenas retórica. No discurso, Lula disse que, no Brasil, esse campo “planejou um golpe de Estado” e “orquestrou uma trama que previa tanques na rua e assassinatos do presidente eleito, do vice-presidente e do presidente da Justiça Eleitoral”.

O contexto completo da declaração passa pelo evento em que ela foi feita. A Global Progressive Mobilisation teve sua primeira edição neste sábado (18), em Barcelona, com mais de 5 mil pessoas no público, entre militantes, representantes de organizações e autoridades de diferentes países. O encontro foi organizado para defender a democracia com justiça social e enfrentar o avanço de forças autoritárias de extrema-direita.

Horas antes, Lula também participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, iniciativa lançada em 2024 por Brasil e Espanha. Em Barcelona, o encontro reuniu, além de Lula e do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, os presidentes Gustavo Petro, Yamandú Orsi, Cyril Ramaphosa e Claudia Sheinbaum, além do ex-presidente chileno Gabriel Boric.

No mesmo discurso, o presidente também criticou a concentração de renda, chamou a meritocracia de “falácia”, voltou a defender a reforma da ONU e disse que o campo progressista precisa responder à desigualdade, às guerras e ao avanço do extremismo com coerência política e defesa do multilateralismo. Na véspera, na Cúpula Brasil-Espanha, ele já havia dito ao lado de Sánchez que Brasil e Espanha estão “na mesma trincheira” contra “as promessas vazias do extremismo”.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.