
O presidente detonou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, após a divulgação do relatório que recomenda a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Durante evento em Catalão (GO), o petista afirmou que ele é “anti-América Latina”.
“Faz pouco tempo que fui aos EUA, o tal do Marco Rubio é anti-América Latina. Já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião”, disse o presidente. A fala ocorreu em meio à repercussão das críticas feitas pelos Estados Unidos a políticas comerciais brasileiras.
Quase simultaneamente, Rubio era alvo do presidente Lula:
“Ele (Rubio) é anti-América Latina, ele é o inimigo mortal de Cuba, é o inimigo mortal de vários países latino-americanos. Eu já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião que eu fiz com o… https://t.co/iuyHjoy9GO pic.twitter.com/b1YrFgOP4m
— Sam Pancher (@SamPancher) June 2, 2026
Durante discurso em audiência no Congresso americano, também nesta terça (2), Rubio disse que o Brasil não é um país “amigável” no continente.
“É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”, afirmou.
A declaração ocorreu enquanto os dois países enfrentam uma disputa comercial que inclui ataques dos Estados Unidos ao Pix, a políticas tarifárias brasileiras e ao combate à corrupção. Os temas foram citados por um relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Membros do governo Lula disseram que o petista aceita discutir as tarifas com o governo americano, mas que considera o Pix um tema inegociável. O meio de pagamentos aparece 20 vezes no relatório do USTR e é chamado de “irrazoável” no documento.
Em nota oficial, o governo afirmou que “não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o Pix, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares”.