VÍDEO – Ministro de Israel é xingado ao visitar vítimas da guerra: “Judeu nazista”

Atualizado em 22 de março de 2026 às 14:34
O ministro da Segurança de Israel Itamar Ben-Gvir. Foto: Oren Ben Hakoon/Reuters

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, foi alvo de protestos durante visita à cidade de Arad, no sul do país, após os ataques de mísseis iranianos registrados na noite de sábado (21). A passagem do ministro por uma escola que abriga evacuados e feridos do conflito foi marcada por críticas diretas de moradores, em meio ao agravamento da guerra no Oriente Médio.

Durante a visita, uma mulher confrontou o ministro de forma enfática diante de outros presentes. “Você é responsável por todas as mortes! Você não tem o que fazer aqui! Fora da minha cidade!”, gritou.

Segundo vídeo divulgado pelo jornalista israelense Daniel Amram, ela também o chamou de “judeu-nazista”, evidenciando o nível de tensão e insatisfação entre parte da população local.

A reação foi respondida por um porta-voz de Ben-Gvir, que questionou a atitude da moradora. “Por que misturar política num lugar como este?”, disse, em tom irritado. De acordo com relatos citados por Amram, a mulher seria uma “ativista de esquerda que, ao que parece, compareceu à escola como voluntária”.

O episódio ocorre em um contexto de escalada militar entre Israel e Irã. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o território iraniano, com explosões registradas em diferentes áreas de Teerã. O então presidente estadunidense Donald Trump confirmou a ofensiva e afirmou: “Bombas cairão por toda parte”.

A operação teve como pano de fundo as pressões de Washington e Tel Aviv por mudanças no programa nuclear iraniano, enquanto o Irã sustenta que suas atividades têm fins pacíficos. Durante os ataques, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e altos oficiais do governo foram mortos.

Em resposta, o Irã lançou sucessivas ondas de mísseis balísticos contra Israel e também contra bases militares estadunidenses no Oriente Médio. A troca de ataques ampliou o número de vítimas e intensificou a instabilidade na região.

De acordo com informações mais recentes, o número de mortos no Irã já ultrapassa 1.300 pessoas desde o início da ofensiva conjunta. A escalada do conflito também provocou reações internacionais.

Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, classificaram a ação militar como “inaceitáveis”, especialmente em meio a negociações diplomáticas em andamento entre Washington e Teerã.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.