VÍDEO: os emocionantes gritos de ânimo que unem Wuhan, epicentro do surto de coronavírus na China

Grandes tragédias fazem surgir o melhor e o pior das pessoas.

O jornal Página 12 deu matéria sobre “os emocionantes gritos que unem Wuhan, a cidade em quarentena por causa do coronavírus”:

Gritos de ânimo inundam as ruas de Wuhan. Pelas janelas de seus apartamentos, cidadãos reivindicam uma expressão usada para se fortalecer. Eles pedem aos seus compatriotas que resistam e se mantenham fortes, apesar das circunstâncias.

A cidade, epicentro do surto de coronavírus, permanece em quarentena para conter sua expansão.

A epidemia já afetou mais de 6 mil pessoas, a grande maioria delas na China e particularmente em Wuhan, onde começou. Para impedir a disseminação do vírus, a China colocou a cidade de 11 milhões de pessoas em quarentena, que depois se estendeu a todo o estado, cobrindo mais de 40 milhões.

(…) “Se o vírus não me matar, o tédio o fará”, disse Karen Gómez, argentina que mora na cidade.

No início de dezembro, o primeiro caso do vírus foi detectado (inicialmente conhecido como “pneumonia de Wuhan)”, um homem que morreu em 9 de janeiro. Embora ainda não esteja confirmado, acredita-se que o vírus tenha sua origem no mercado municipal, onde, além de carne bovina, frango e peixe, foram vendidas outras espécies de animais exóticos mortos na época.

“É um costume aqui ir a esses mercados para comprar mais alimentos frescos. As pessoas da cidade vão, não são turistas”, explicou Gomez. O governo chinês já proibiu o comércio e o transporte de animais selvagens em todo o país.

“Quanto à segurança e higiene, a China ainda carece de desenvolvimento”, diz Diego Mazzoccone, diretor executivo do Centro Latino-Americano de Estudos Políticos e Econômicos da China (CLEPEC), que mora em Pequim há três anos, que tem 80 pessoas afetadas. Nesta terça-feira a primeira morte causada pelo vírus foi confirmada.

Segundo o pesquisador, “há apenas 40 anos, 80% da população da China era pobre. As cidades cresceram muito rapidamente e a população ainda não possui o nível educacional necessário em termos de higiene e estilo de vida, diferente do campo”.

 

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