VÍDEO – Pai de argentina racista repete gesto que fez filha ser presa no Brasil

Atualizado em 3 de abril de 2026 às 15:06
Mariano Páez, pai da Agostina Páez. Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira (3), o escândalo envolvendo a advogada argentina Agostina Páez ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um vídeo que mostra seu pai, Mariano Páez, imitando os gestos racistas que levaram sua filha à prisão no Brasil.

O vídeo foi gravado em um bar em Santiago del Estero, na Argentina, nesta madrugada, poucas horas após o retorno dela ao país. Nas imagens, ele faz os mesmos gestos racistas que sua filha, associando-os a gritos imitando os sons de um macaco.

A gravação foi compartilhada pelo jornal ‘Info del Estero’ e rapidamente viralizou nas redes sociais. Em um momento do vídeo, o empresário argentino é questionado por um grupo de pessoas sobre o pagamento da fiança de US$ 18.500, que garantiu a liberação de sua filha.

Ele responde de forma ríspida, afirmando que o dinheiro foi de sua própria posse. “Não, o Estado afirmou que já implementou a medida”, diz ele, em tom de desprezo. “Para mim, Zamora me causa repulsa”, continua o empresário. “Não estou falando da província, estou falando da Nação”, disse.

Em seguida, ele faz críticas ao sistema político, alegando desprezo pelo Estado e pela política do país. “Que nojo de todo o Estado e da política. Sou empresário, milionário e agiota”, acrescenta.

Logo depois, o empresário faz uma declaração polêmica, assumindo ser “agente de agiotagem” e até mencionando sua ligação com o narcotráfico, afirmando: “E narcotraficante, narcotraficante, narcotraficante em segredo”. Essas palavras foram gravadas e repercutiram negativamente, gerando mais controvérsia em torno da família Páez.

Após sua prisão no Rio de Janeiro, Agostina Páez retornou à Argentina no dia (1) de abril, após o pagamento da fiança. A advogada de 29 anos, que havia sido acusada de injúria racial, falou sobre o impacto da experiência em sua vida. Em sua declaração, ela revelou ter aprendido uma valiosa lição com o ocorrido, afirmando que o caso a transformou.

“O que vivi e sofri foi um ponto de virada na minha vida; nada será como antes depois dessa experiência tão difícil. Embora eu tenha sofrido muito e sentido mais medo do que nunca, acredito que foi uma lição. Meu erro me ensinou uma lição, com seus aspectos positivos e negativos. Mas aprendemos com nossas lições, e tenho certeza de que, de agora em diante, serei uma pessoa diferente, muito melhor, com uma perspectiva maior. Mais ponderada, menos impulsiva”, disse ela.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.