
O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, foragido nos Estados Unidos, anunciou a criação de uma ferramenta chamada “viadômetro” para monitorar parlamentares do PL, em mais um ataque ao deputado federal Nikolas Ferreira. A iniciativa, alvo de críticas por seu caráter homofóbico, pretende expor políticos da legenda que, segundo ele, não estariam engajados na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
A proposta foi apresentada em vídeo divulgado em abril de 2026. Figueiredo afirmou que pretende acompanhar as redes sociais de deputados e senadores do PL para medir a frequência de postagens e o apoio explícito ao filho “zero um” de Jair Bolsonaro.
“Encontrem o deputado e perguntem: ‘por que você não está postando sobre o Flávio, hein?’. E vocês gostem não, eu vou continuar expondo os casos, vou chegar com números no programa”, iniciou Figueiredo.
“Eu mesmo estou encomendando levantamentos profissionais sobre redes sociais para chegar aqui com números. Vou criar um ‘viadômetro’, para mostrar o quão ‘viadinho’ é o político que não está fazendo campanha para o Flávio e está tocando seus próprios interesses”, finalizou.
Paulo Figueiredo diz que vai criar o “viadometrô”, uma ferramenta que vai “expor” parlamentares do PL que não estão postando sobre Flávio
“Eu meso estou encomendando levantamentos profissionais, vou chegar aqui com números” pic.twitter.com/c1Bj5MnqDD
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 29, 2026
A suposta ferramenta surge em meio ao aumento da tensão interna no bolsonarismo. Aliado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Figueiredo tem cobrado publicamente parlamentares da direita e integrantes do próprio círculo familiar de Jair Bolsonaro por suposto baixo empenho na campanha presidencial de Flávio.
Nikolas é acusado por Figueiredo de priorizar sua própria agenda política em vez de atuar pela candidatura do senador. O influenciador também passou a apontar Michelle Bolsonaro (PL-DF), ex-primeira-dama e pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, como responsável por boicotar o projeto eleitoral do enteado.
“Se o Nikolas sabota a campanha do Flávio e finge que está apoiando, o problema é do Flávio! Mas o Eduardo espera que as pessoas se engajem. E as pessoas que estão sabotando (a campanha de Flávio), como é o caso do Nikolas e da Michelle, acabam sendo expostas pelo Eduardo. Mas para quê, se o Flávio fala que é preciso esperar o tempo de cada um?”, questionou Figueiredo semanas atrás.
A acusação pública contra Michelle explicita um racha que já vinha sendo percebido nos bastidores do clã Bolsonaro. A ex-primeira-dama tem usado suas redes para apoiar nomes do PL em disputa com os filhos de Jair Bolsonaro, como Caroline de Toni (PL-SC), que enfrentou Carlos Bolsonaro na definição da candidatura ao Senado por Santa Catarina.
Figueiredo também criticou Valdemar Costa Neto, presidente do PL, após Michelle fazer elogios ao dirigente. Ele afirmou que o político “está gagá, e todas as vezes que ele abre a por** da boca, é um desastre”. Eduardo Bolsonaro já havia chamado Valdemar de “uma víbora, um batedor de carteira, um aproveitador de ocasião com as mãos sujas”.