
Na tarde de quarta-feira (11), um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou uma mulher sendo imobilizada pela Polícia Militar de São Paulo na Avenida Paulista, em frente à sua filha. Nas imagens, a mulher aparece sendo contida pelos policiais, gritando por socorro, enquanto a criança chora ao seu lado. O episódio gerou repercussão nas redes sociais, com internautas questionando a abordagem da PM, especialmente pela presença da criança durante a ação.
O caso foi registrado no 78º Distrito Policial, localizado nos Jardins, onde foi feito um boletim de ocorrência por suspeita de ameaça e dano material. Segundo a Polícia Militar, a mulher seria uma ex-funcionária de um escritório da região, que teria ido cobrar valores rescisórios e, ao se irritar com a situação, danificou uma porta de vidro e fez ameaças aos funcionários. A PM afirmou que, durante a abordagem, a mulher apresentou “forte agitação e resistência ativa”, o que levou ao uso de algemas.
A gravação foi compartilhada pelo deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), que classificou o episódio como “inaceitável” e cobrou apuração. Suplicy afirmou que a mulher, identificada como diarista, estava no local para cobrar um pagamento por um serviço realizado. A reação nas redes sociais foi imediata, com muitos criticando o uso da força e a forma como a situação foi conduzida, dado o impacto sobre a criança.
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O caso ocorre poucos dias após outra ocorrência envolvendo a Polícia Militar em São Paulo, que resultou na morte de uma mulher durante uma abordagem na zona leste, também sob investigação. O episódio gerou discussões sobre a atuação da PM no estado e sua relação com a atual administração estadual de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A PM explicou que os policiais foram acionados para atender a uma ocorrência de desentendimento em um escritório e que o uso das algemas foi necessário devido à resistência da mulher. A corporação afirmou que o equipamento foi retirado assim que a mulher se acalmou dentro da viatura. O episódio levantou questionamentos sobre os protocolos adotados pela polícia em situações de conflito.
O vídeo foi amplamente compartilhado e gerou críticas nas redes sociais, com muitos destacando a presença da criança e questionando a proporcionalidade da abordagem. A criança que estava presente na cena foi um dos pontos mais comentados, com internautas expressando preocupação com o impacto psicológico do episódio.