VÍDEO: Refinaria do Bahrein é destruída após ataque de drone iraniano

Atualizado em 9 de março de 2026 às 7:54
Fumaça em refinaria da BAPCO, estatal do Bahrein. Foto: reprodução

Um ataque com drone atribuído ao Irã atingiu, nesta segunda-feira (9), a refinaria de petróleo da Bapco, no Bahrein, provocando uma grande coluna de fumaça e ampliando a tensão no Oriente Médio. A instalação fica na região industrial próxima à cidade de Sitra, onde também foram registrados feridos e danos materiais após a ofensiva.

Testemunhas relataram que uma densa fumaça se espalhou pela área após a explosão na refinaria, considerada a principal unidade de processamento de petróleo do país e peça central do setor energético do Bahrein. Segundo autoridades locais, ao menos 32 pessoas ficaram feridas na região de Sitra, localizada a cerca de seis quilômetros da área industrial atingida.

A empresa estatal Bapco Energies informou que declarou força maior em suas operações após o ataque ao complexo. Em comunicado, a companhia afirmou que as “operações do grupo foram afetadas pelo conflito regional em curso no Médio Oriente e pelo recente ataque ao seu complexo de refinação”.

A empresa acrescentou que o abastecimento interno permanece garantido e que o fornecimento ao mercado doméstico continua sem interrupções.

A cláusula de força maior é um mecanismo jurídico utilizado quando empresas deixam de cumprir contratos devido a eventos fora de seu controle, como guerras ou desastres. O recurso já foi acionado por outros países do Golfo nas últimas semanas, à medida que o conflito regional se intensifica.

O ataque ocorre em meio à escalada militar iniciada após uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que segundo Donald Trump, presidente estadunidense, se explica pelo suposto plano de criar uma arma nuclear pelo país persa. Desde então, Teerã passou a retaliar países do Oriente Médio que abrigam bases militares estadunidenses, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Nos últimos dias, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto durante ataques conduzidos por forças estadunidenses e israelenses. Após a notícia, o governo iraniano afirmou que pretende lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que retaliar os ataques é considerado um “direito e dever legítimo” do país. Do outro lado, Trump advertiu que novas respostas iranianas poderão provocar uma reação militar ainda mais intensa. Segundo ele, “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

Trump também afirmou que os ataques contra o Irã continuarão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

A escalada já começa a afetar o mercado global de energia. O preço do petróleo Brent ultrapassou os 114 dólares por barril nesta segunda-feira, cerca de 60% acima do nível registrado quando os primeiros ataques contra o Irã foram iniciados.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.