VÍDEO – Repórter da Globo diz a Lula que ele queria “receber criminosos” e é desmentido

Atualizado em 22 de fevereiro de 2026 às 15:15
O repórter Tiago Eltz na entrevista coletiva do presidente Lula, em Nova Delhi. Reprodução

Durante a entrevista coletiva do presidente Lula concedida em Nova Delhi, o mandatário brasileiro rebateu a interpretação apresentada pelo jornalista Tiago Eltz, da TV Globo, sobre uma declaração relacionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A divergência surgiu em torno do uso da palavra “receber” ao tratar de investigados brasileiros no exterior.

Ao formular a pergunta, o repórter afirmou que Lula teria mencionado a possibilidade de “receber criminosos no Brasil”. O presidente interrompeu e contestou o entendimento. Eltz estava tentando associar Lula à política migratória de Donald Trump, já criticada publicamente. Lula declarou, na verdade, que quer cooperação para prender criminosos condenados no Brasil.

“Não, você não ouviu isso aqui”, respondeu Lula. Em seguida, reforçou: “Se eu aceito que você faça a pergunta do jeito que você está fazendo, dá a impressão que eu falei isso. Eu não falei isso”.

Eltz insistiu no esclarecimento e citou que Lula teria falado em “receber criminosos de combustíveis”. O presidente voltou a corrigir o ponto central da interpretação.

“Não, não. Nós queremos prendê-los. Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, declarou Lula, diferenciando recebimento de prisão e responsabilização judicial.

Segundo o presidente, autoridades brasileiras bloquearam 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios e compartilharam informações com os Estados Unidos sobre um investigado que reside em Miami.

“Nós mandamos pro presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele e nós queremos essa pessoa no Brasil”, afirmou. “É para combater o crime organizado. Então nos entregue os nossos bandidos”.

Na sequência, Lula disse que já discutiu propostas de cooperação bilateral com Trump por telefone. O presidente citou iniciativas voltadas ao combate ao narcotráfico, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.