
O presidente Lula afirmou que todos os envolvidos nas fraudes investigadas no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) serão responsabilizados, independentemente de cargos ou vínculos pessoais. A declaração foi feita nesta quinta (18), após a deflagração de uma nova fase da operação Sem Desconto pela Polícia Federal.
“Quem tiver envolvido, vai ser investigado. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Se tivesse meu pai que já morreu… Se tiver o Haddad, vai ser investigado, o Rui Costa, com essa seriedade, vai ser investigado”, afirmou o presidente.
A operação resultou na prisão do secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, número dois da pasta. Ele estava no cargo desde maio e havia sido mantido na estrutura do ministério após atuar na gestão anterior, tendo ingressado em fevereiro de 2023 como secretário do Regime Geral de Previdência Social.
O presidente foi questionado sobre o suposto envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no caso após a PF apontar uma suspeita de parceria comercial com o Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Mesmo defendendo a investigação, Lula disse não acompanhar os detalhes operacionais. “Eu não sei quem foi hoje, eu não sei quem é que a Polícia Federal vai procurar no futuro. O que eu sei é o seguinte: quem estiver envolvido vai pagar o preço de estar envolvido com isso”, completou.
Lula sobre a Farra do INSS: “Se tiver filho meu envolvido, vai ser investigado” pic.twitter.com/IkxfcVtlI7
— Sam Pancher (@SamPancher) December 18, 2025
Adroaldo é citado pela PF como ligado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foi alvo de busca e apreensão. Segundo as investigações, o secretário recebeu em seu gabinete o Careca do INSS. Antes de integrar a pasta, ele foi assessor do parlamentar.
De acordo com a PF, a nova fase da operação busca aprofundar apurações sobre crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação de patrimônio.