VÍDEO: Senador mexicano “faz o L” e diz que vitória de Lula é “freio ao fascismo”

Atualizado em 29 de outubro de 2026 às 10:08
Gerardo Fernández Noroña, senador do México. Foto: reprodução

O senador mexicano Gerardo Fernández Noroña, do Morena, partido da presidente Claudia Sheinbaum, comemorou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o resultado brasileiro tem importância para toda a América Latina. Em discurso no México, o parlamentar classificou a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) como um freio ao avanço da extrema-direita na região. Fernández Noroña integra atualmente o Senado mexicano pelo Morena.

“Quero começar felicitando o povo do Brasil e o grande dirigente brasileiro Lula da Silva, que colocou um freio no neofascismo”, afirmou o senador, em tradução da declaração feita originalmente em espanhol.

Noroña também relacionou o resultado brasileiro ao cenário político mexicano e à expansão de governos de direita alinhados aos Estados Unidos. “Já estavam esfregando as mãos, lambendo os beiços, porque iam isolar o nosso país diante do avanço do neofascismo. Tomem essa para aprender”, declarou.

A avaliação ocorre após uma sequência de vitórias conservadoras na América Latina. Lula foi o primeiro candidato de esquerda a vencer uma eleição presidencial na região desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em 2025. Desde então, candidatos de direita triunfaram em países como Colômbia, Peru, Chile, Bolívia, Honduras, Costa Rica e Equador.

Com a reeleição do petista, Brasil e México, as duas maiores economias latino-americanas, permanecem sob governos de esquerda. Lula venceu Flávio Bolsonaro com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A presidente Claudia Sheinbaum também celebrou publicamente o resultado. Ao entrar no salão de sua coletiva diária, ela fez com a mão o “L”, gesto associado à campanha de Lula. “Estamos felizes, muito contentes pela vitória de Lula no Brasil. Muitas e muitas felicidades ao presidente Lula e ao povo do Brasil. É um sopro de esperança para a América Latina e o Caribe”, afirmou.

A vitória brasileira interrompeu uma sequência de sete triunfos consecutivos de candidatos conservadores na região nos últimos 18 meses. Analistas ouvidos pela imprensa internacional também apontam que o resultado impede que Donald Trump ganhe no Brasil um aliado próximo para sua estratégia hemisférica e mantém Lula como um contraponto à influência de Washington.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 32 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.