VÍDEO – “Superman da Jovem Pan” diz que STF é seita satânica com poderes: “Espécie de aiatolá”

Atualizado em 2 de março de 2026 às 10:22
Marco Antônio Costa, o Superman da Jovem Pan. Foto: reprodução

O influenciador Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman da Jovem Pan”, atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o ato bolsonarista realizado no domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, convocado por parlamentares de extrema-direita, entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG). Pré-candidato ao Congresso e ex-comentarista da Jovem Pan, ele classificou a Corte como uma “seita satânica” e comparou ministros ao regime dos aiatolás do Irã.

A declaração ocorreu após o influenciador ser questionado por um criador de conteúdo sobre a atuação do STF. Perguntado se a Corte respeita a Constituição, respondeu: “Não, pelo contrário. Hoje o Supremo Tribunal Federal virou uma seita satânica com super poderes, um negócio macabro, uma câmara de tortura, uma espécie de Aiatolá”.

Em seguida, afirmou: “Lá [no STF], você tem os aiatolás que reinterpretam a Constituição de acordo com o desejo do momento deles. Então, se a Constituição na cabeça deles diz para manter um ministro que tem uma mulher com R$ 129 milhões de contrato firmado com o Banco Master, ou com resort com esquema de corrupção com Vorcaro”.

O bolsonarista ainda alegou a relação milionária do banqueiro com os ministros se justifica porque, na acusação de Marco Antônio, “que está comprando decisão, comprando voto, comprando acórdão e lobby de ministros do Supremo. Dele (Moraes), do Toffoli, do Gilmar Mendes”.

Por fim, ele disse que “essa galera toda tem que ser presa”: “Essa é a única e indestrutível verdade. Se houver justiça no Brasil ainda, ou um pingo dela, tem de ser para prender esses caras. Só isso vai destravar o país”.

A mulher citada pelo influenciador é Viviane Barci de Moraes, casada com o ministro Alexandre de Moraes. Ela assinou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, instituição investigada por fraudes contra o sistema financeiro.

O acordo previa pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao escritório durante três anos, entre 2024 e 2027, para atuação em processos envolvendo Banco Central, Receita Federal, Congresso Nacional, Ministério Público, Polícia Judiciária, Poder Judiciário e órgãos do Executivo e Legislativo. Após a liquidação do banco pelo Banco Central, os pagamentos foram interrompidos.

Outro ponto mencionado no discurso foi a relação do ministro Dias Toffoli com a empresa Maridt, ligada ao grupo Tayayá, proprietário de um resort no Paraná. Toffoli confirmou que foi sócio da companhia e afirmou ter deixado a participação em 2021 ao vender suas cotas ao fundo Arllen, apontado como ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.

O ministro declarou que “jamais recebeu qualquer valor” do empresário ou de seu cunhado e sustentou que sua atuação seguiu a Lei Orgânica da Magistratura, que permite participação societária sem envolvimento na gestão.

Relatório da Polícia Federal mencionou conversas entre Vorcaro e Fabiano Zettel com referências a pagamentos destinados à Maridt, empresa da qual Toffoli recebia dividendos. O ministro afirmou desconhecer o gestor do fundo Arllen e reiterou não possuir vínculo pessoal com o banqueiro.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.