VÍDEO – Tabata defende projeto sobre antissemitismo e ataca esquerda: “Ódio arraigado”

Atualizado em 9 de abril de 2026 às 14:54
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) defendeu, em visita a Washington, um projeto de lei voltado ao combate ao antissemitismo no Brasil. A proposta tem dividido especialistas quanto aos possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.

A parlamentar disse que busca separar a proteção à comunidade judaica das críticas ao governo de Israel e classificou a gestão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como “criminosa”. Segundo ela, eventuais crimes de guerra devem ser denunciados.

“De fato, existe o antissemitismo no Brasil. De fato, existe um ódio arraigado que está localizado em uma parte da esquerda”, disse a deputada. Ela diz que tem sido alvo de fake news e ataques por propor o projeto de lei.

“A proteção e a luta pelos direitos humanos ainda é seletiva”, completou. A declaração foi dada durante visita a Wasghinton, nesta quinta (9).

O texto do projeto inclui como antissemitas manifestações que “podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica” ou comparações entre políticas israelenses e o nazismo. O projeto foi elaborado com apoio de parlamentares de diferentes partidos, mas também enfrenta resistência no Congresso Nacional.

Segundo o jornal O Globo, parlamentares de centro-esquerda deixaram de apoiar o projeto e figuras da extrema-direita, como o general Pazuello (PL-RJ), passaram a defender a proposta.

A ideia do projeto de lei é formalizar uma interpretação do antissemitismo vinculada à Lei do Racismo. Com isso, o crime seria inafiançável e imprescritível, e resultaria numa pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.