
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que se identifica com o bolsonarismo, mas disse rejeitar posições que considera sem sentido, como a resistência à vacinação. A declaração ocorreu em sabatina à Rádio Jovem Pan, na quarta (19).
Questionado se era um candidato bolsonarista, Tarcísio respondeu: “Eu me identifico sim com o bolsonarismo, [mas] é lógico que a gente sempre rechaça aquilo que não faz sentido. Veja o esforço que nós fizemos aqui em São Paulo para elevar a cobertura vacinal”.
A entrevistadora citou manifestações recentes do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra a obrigatoriedade das vacinas. Tarcísio contrapôs essa posição ao avanço da cobertura vacinal entre crianças no estado.
O governador afirmou compartilhar valores com o bolsonarismo em outras áreas. Na campanha, porém, ele passou a marcar diferenças em temas específicos, apesar de ter sido anunciado como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em São Paulo.
Tarcísio afirma ser conservador, liberal e ter “valores que foram pregados pelo Bolsonarismo”
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— Jovem Pan News (@JovemPanNews) August 19, 2026
Tarcísio admite possível engessamento por plataformas nas escolas
Na mesma entrevista, Tarcísio afirmou que sua gestão reavalia a política de uso de plataformas digitais nas escolas estaduais. O modelo se tornou uma das principais apostas do secretário de Educação, Renato Feder, e enfrenta críticas de professores pela obrigatoriedade de utilização.
“A gente já está revendo essa estratégia das plataformas. Talvez a gente tenha trazido engessamento”, disse o governador. Feder também implantou um modelo semelhante quando comandou a Educação do Paraná.
Tarcísio reconheceu que as redes estaduais de São Paulo e do Paraná têm diferenças, ao comentar os resultados educacionais. O Paraná obteve o melhor desempenho do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado neste ano.
Se conquistar um novo mandato, o governador pretende ampliar o projeto de tutoria, hoje presente em 10% das escolas estaduais, como parte das ações de recuperação da aprendizagem dos alunos.
Ele também citou a expansão do ensino integral, a formação continuada de professores, a alfabetização na idade certa e o Pacto pela Matemática entre as prioridades planejadas para a rede estadual.