VÍDEO: Torre Palace, primeiro hotel de luxo de Brasília, é implodido

Atualizado em 25 de janeiro de 2026 às 19:09
Torre Palace, primeiro hotel de luxo de Brasília. Imagem: reprodução

O Torre Palace, primeiro hotel de luxo de Brasília, foi implodido na manhã desta terça-feira, encerrando uma história marcada por décadas de prestígio e anos de abandono. A detonação dos explosivos ocorreu às 10h01, após três sinais sonoros, e o estrondo pôde ser ouvido à distância. Em poucos segundos, os 14 andares do prédio ruíram, levantando uma grande nuvem de poeira.

Curiosos acompanharam a implosão e se surpreenderam com a rapidez da queda. “Achei uma engenharia perfeita. Foi minha primeira vez [vendo uma implosão]. Sou engenharia florestal, também é engenharia e achei legal”, disse Alessandra Marasciulo, 38. O edifício foi inaugurado em 1973 e viveu décadas de luxo até a morte de seu fundador, o empresário libanês Jibran El-Hadj, no início dos anos 2000, quando deixou um patrimônio estimado em R$ 200 milhões.

A disputa entre a esposa e os seis filhos pela herança levou o hotel a um limbo jurídico. Três herdeiros deixaram a sociedade em 2007 e acionaram a Justiça para receber R$ 51 milhões. Sem acordo, o Torre Palace fechou as portas em 2013 e entrou em completo abandono, sem possibilidade de restauração, venda ou demolição.

Com o passar dos anos, o prédio foi invadido, depredado e ocupado por usuários de drogas. Em março de 2016, um jovem em situação de rua, de 18 anos, foi encontrado morto no fosso do elevador. Após o episódio, o governo do Distrito Federal realizou uma operação de desocupação com 200 agentes de segurança, incluindo o Bope e dois helicópteros.

O imóvel passou 12 anos abandonado e chegou a ser leiloado em 2020, sem interessados no valor de R$ 35 milhões. Um comprador apareceu no mesmo ano, mas desistiu do negócio após decisão judicial. O prédio foi finalmente vendido no ano passado. No local, os novos proprietários planejam construir um hotel de 16 andares, com até 250 apartamentos, com previsão de conclusão das obras em três anos.

Sofia Carnavalli
Sofia Carnavalli é jornalista formada pela Cásper Líbero e colaboradora do DCM desde 2024.