VÍDEO: Trump chama Cuba de “nação falida” e descarta ação militar no país

Atualizado em 17 de fevereiro de 2026 às 11:28
Trump dando entrevista no Air Force One. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (16) que Cuba é uma “nação falida” e pressionou o governo de Havana a fechar um acordo com Washington em meio à grave crise energética e econômica enfrentada pela ilha. As declarações foram feitas a jornalistas a bordo do Air Force One, onde o líder estadunidense também descartou, por ora, uma operação militar para derrubar o regime cubano.

“Cuba é neste momento uma nação falida”, declarou Trump, ao comentar a situação do país caribenho. Questionado se os Estados Unidos poderiam repetir em Cuba uma ação semelhante à realizada na Venezuela, quando forças ligadas a Washington capturaram o presidente Nicolás Maduro, o republicano respondeu: “Não acredito que isso seja necessário”. Apesar disso, ele afirmou que uma operação desse tipo “não seria uma operação muito difícil”, caso as negociações fracassem.

A ilha enfrenta uma crise energética severa após a interrupção do fornecimento de petróleo pela Venezuela e diante da pressão norte-americana para impedir que outros países comercializem combustível com Havana. “É uma ameaça humanitária”, admitiu Trump sobre a escassez.

Com 9,6 milhões de habitantes, Cuba adotou medidas emergenciais, como racionamento de gasolina, redução da jornada de servidores públicos, ampliação do teletrabalho e aulas universitárias remotas para conter os efeitos da falta de energia.

O governo cubano acusa Washington de tentar “asfixiar” sua economia, submetida a embargo desde 1962. A situação se agravou após a queda de Maduro em uma incursão militar estadunidense em Caracas, em 3 de janeiro, o que interrompeu o envio de petróleo venezuelano, principal fonte energética da ilha.

Diante do cenário, a Espanha anunciou o envio de ajuda humanitária a Cuba, incluindo alimentos e produtos sanitários de primeira necessidade, por meio da ONU. O anúncio ocorreu após reunião em Madri entre os chanceleres José Manuel Albares e Bruno Rodríguez, que discutiram o impacto do endurecimento do embargo norte-americano. México, Espanha e Rússia também informaram iniciativas de apoio para amenizar a crise.

No Chile, o presidente eleito José Antonio Kast criticou a ajuda econômica que o atual governo pretende destinar à ilha. Ele afirmou que não concorda com apoio a um regime que, segundo ele, mantém uma ditadura há mais de seis décadas e coloca a população em situação “degradada e desumana”. Kast acrescentou que “qualquer ajuda humanitária tem que passar, necessariamente, pela exigência de democracia, e isso eu não vi”.

Enquanto isso, Trump indicou que as conversas com Havana continuam. “Veremos como tudo termina, mas Cuba e nós estamos conversando” disse, sugerindo a possibilidade de um acordo bilateral.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.