VÍDEO – Trump diz que EUA devem deixar Irã em “duas ou três semanas”

Atualizado em 31 de março de 2026 às 21:11
O presidente Donald Trump em pé, falando, de roupa social
O presidente Donald Trump – Reprodução

O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (31) que os Estados Unidos devem deixar o Irã “muito em breve”. Segundo ele, a retirada pode ocorrer em duas ou três semanas. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, em meio às ações iniciadas em 28 de fevereiro.

Trump apresentou diferentes estimativas desde o início da ofensiva. “Eles estão perdendo. Eles admitem que estão perdendo. Estão implorando para fechar um acordo”, disse. O presidente afirmou que a estratégia norte-americana é impedir que o Irã obtenha armas nucleares. “Estamos terminando o trabalho”, declarou. “Eles não podem ter uma arma nuclear.”

O republicano também afirmou que as forças armadas e a marinha iranianas foram destruídas após os ataques dos EUA. “Eles não estão oferecendo resistência. Nem mesmo estão atirando em nós”, disse. Ele acrescentou que a guerra pode terminar sem um acordo formal entre os lados. “O Irã não precisa fazer um acordo, não”, afirmou.

Horas antes, Trump declarou que as negociações em andamento são “sérias” e que houve progresso. Segundo ele, as conversas envolvem um novo regime iraniano que classificou como “mais razoável”, sem detalhar com quais autoridades. O presidente também afirmou que poderá autorizar ataques à infraestrutura do país caso o Irã não aceite sua proposta e não libere o Estreito de Hormuz para operações comerciais.

Entre os alvos citados estão usinas de energia, poços de petróleo, a ilha de Kharg e instalações de dessalinização. Trump afirmou que essas ações não foram executadas até o momento por decisão própria. Apesar de mencionar a possibilidade de acordo, os EUA não descartam uma invasão terrestre. O objetivo seria retirar cerca de 450 quilos de urânio enriquecido do país, segundo o jornal Wall Street Journal. Um navio de assalto anfíbio com cerca de 3.500 militares foi enviado à região na sexta-feira (28).

A ilha de Kharg, já atingida em meados de março, concentra o principal terminal petrolífero do Irã, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que há expectativa por avanços nas conversas e que autoridades iranianas enviaram mensagens favoráveis em caráter privado.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta terça-feira (31) que o país não aceitará cessar-fogo com Estados Unidos e Israel, mas apenas o fim da guerra. Em entrevista à Al Jazeera, ele confirmou a troca de mensagens, mas negou negociações formais. “Recebo mensagens de Witkoff diretamente, como antes, e isso não significa que estejamos em negociações”, disse.

Araghchi afirmou que todas as comunicações com Washington passam pelo Ministério das Relações Exteriores e negou a existência de negociações diretas. Ele também disse que o Irã não respondeu às 15 propostas apresentadas pelos EUA para encerrar o conflito. “Não enviamos nenhuma resposta às 15 propostas americanas, nem apresentamos quaisquer propostas ou condições”, declarou.

O ministro afirmou ainda que o governo iraniano não confia nos Estados Unidos. “Não temos nenhuma fé de que as negociações com os EUA produzirão resultados. O nível de confiança é zero. Não vemos honestidade”, disse. Ele acrescentou que acordos anteriores foram abandonados pelos EUA e citou episódios recentes em que negociações foram seguidas por ataques.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.