VÍDEO – Vereador de SC defende o extermínio de cães de rua: “Tinha que matar”

Atualizado em 17 de março de 2026 às 19:10
O vereador Osni Novack. Foto: Reprodução

O vereador Osni Novack (MDB) de Major Vieira, cidade localizada no Norte de Santa Catarina, gerou polêmica durante uma sessão na Câmara Municipal, na segunda-feira (16), ao defender a morte de cães soltos na cidade. O político fez a declaração no contexto de relatos de ataques de cães a moradores da localidade, que possui cerca de 7,4 mil habitantes.

Em seu discurso, ele afirmou que “alguém tinha que fazer um servicinho” em relação aos cães soltos e, ao mencionar a morte de uma freira na cidade, destacou que, enquanto um crime desse tipo não recebeu grande atenção, a morte de um cachorro poderia levar alguém à cadeia.

“Uma freira foi matada e ninguém comentou. Hoje, se matar um cachorro, vai parar na cadeia. Para mim, vamos dizer assim, tinha que matar esses cachorros [sic]”, declarou o vereador.

As palavras de Novack vão contra a legislação vigente sobre maus-tratos a animais, que considera crime praticar abuso, ferir ou mutilar animais, sejam eles silvestres, domésticos ou exóticos. O Ministério Público de Santa Catarina confirmou que foi informado sobre o ocorrido e está avaliando as ações que podem ser tomadas.

Em seguida, o vereador continuou com suas declarações, sugerindo que a solução para o problema dos cães soltos na vila seria a morte desses animais. “Esses cachorros que estão aqui na vila, se não fosse o pessoal defendendo, tinha que alguém ‘fazer um servicinho’, né?”, afirmou.

“Animais em situação de rua não são o problema. O problema é a falta de responsabilidade, de políticas públicas, de castração, de cuidado. Defender extermínio é admitir incompetência e escolher a violência como solução”, disse a vereadora de Florianópolis, Priscila Fernandes.

A prefeitura de Major Vieira também se posicionou em nota, destacando que “não compactua com qualquer tipo de violência ou maus-tratos contra os animais”. Além disso, informou que está trabalhando “no fortalecimento de políticas públicas voltadas à causa animal”.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.