
Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo vice-prefeito de São José, Michel Schlemper, em Santa Catarina, gerou ampla repercussão ao mostrar abordagens a pessoas em situação de rua que dormiam em calçadas próximas a estabelecimentos comerciais da cidade.
As imagens foram publicadas pelo próprio vice-prefeito e registram ações realizadas na manhã desta última quinta-feira (15), entre 9h e 9h30, em diferentes pontos do município, com foco em áreas comerciais em funcionamento.
No material, Schlemper aparece acordando moradores de rua e informando que os locais não são destinados a abrigo, reciclagem ou permanência. Segundo ele, a ocupação estaria impactando o comércio e comprometendo a limpeza e a organização dos espaços públicos.
O vice-prefeito afirmou que a iniciativa integra um trabalho contínuo da Prefeitura de São José voltado à manutenção da ordem urbana, da segurança e da circulação nas vias públicas. De acordo com o político, as ações não são pontuais e seguem uma diretriz administrativa do município.
🚨🔵 “Soninho acabou”: vice-prefeito de São José, na Grande Florianópolis (SC), põe ‘pra correr’ moradores de rua em frente a comércios.
Michel Schlemper deixa claro que calçada não é abrigo nem ponto de reciclagem e que a situação estaria atrapalhando quem quer trabalhar.… pic.twitter.com/nyk39w9D6j
— Jornal Razão (@jornalrazao) January 17, 2026
Durante as abordagens, conforme relatado nos vídeos, equipes municipais oferecem alternativas de acolhimento e encaminhamento para serviços públicos. Ainda assim, a gestão afirma que não permite a ocupação irregular de calçadas, principalmente em frente a lojas e áreas de grande circulação.
Nas publicações, Schlemper também respondeu a críticas feitas nas redes sociais. Ele classificou os questionamentos como parte de um “tribunal da internet” e afirmou que as manifestações contrárias representam uma parcela menor da população.
O vice-prefeito declarou ainda que, durante as ações, foram encontrados objetos considerados perigosos, como simulacros de armas e facas, o que, segundo ele, reforça a necessidade das abordagens realizadas pelo poder público.