VÍDEOS: Discurso de Diogo Mainardi sobre nordestino mostra que o ódio é a pior herança deixada pelos capatazes da Casa Grande

Com dois tuítes que garimpou na internet, a jornalista Mônica Bergamo deu pistas sobre a causa do abismo em que o Brasil foi atirado.

É a ignorância, o preconceito e ódio da classe média.

Tudo isso está expresso em duas manifestações na TV, separadas por cerca de 30 anos.

No primeiro tuíte publicado, o publicitário Enio Mainardi explica por que não colocava negros em comerciais de TV. “O preto desvaloriza o produto anunciado”, disse.

“O negro não quer ser negro”, completou.

Hoje seria processado, na época a frase foi recebida com naturalidade.

Monica, que passou grande parte de sua carreira jornalística na Abril, sabe que as revistas da editora, sobretudo Veja, não publicava negro em suas reportagens, muito menos na capa.

É o racismo que permanece entranhado da sociedade, mas agora de forma nem sempre explícita.

O segundo tuíte é do jornalista Diogo Mainardi, filho de Enio, fundador e editor do Antagonista, publicação que é porta-voz da Lava Jato e dos demais setores da sociedade que viabilizaram o golpe de 2016.

Um golpe contra a democracia e contra a presidente que esteve na linha de frente do projeto político que reconheceu direitos das empregadas domésticas e criou políticas antirracistas.

Também estimulou investimentos no Nordeste e, com sua política de transferência de renda via Bolsa Família, proporcionou o crescimento na região a taxas que, na época, se diziam chinesas.

Seu filho demonstrou que o ódio ou a estrutura emocional que desperta o ódio pode ser hereditária:

 

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