VÍDEOS: Milhares de migrantes deixam o Marrocos rumo à Espanha; 18 morrem afogados

Atualizado em 30 de julho de 2026 às 22:55
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Imigrantes atravessaram nadando de Marrocos até o enclave de Ceuta, na Espanha. Foto: Fabian Bimmer/Reuters

Milhares de migrantes cruzaram nesta quinta-feira (30) a fronteira entre Marrocos e os territórios da Espanha de Ceuta e Melilla, no norte da África. Parte chegou a nado, usando boias e outros objetos de flutuação, enquanto outros atravessaram a pé após romper portões e cercas.

A agência EFE informou inicialmente que ao menos 15 corpos haviam sido encontrados nas águas próximas a Ceuta. No fim da noite, veículos espanhóis elevaram o total para 18. As autoridades ainda trabalhavam na identificação das vítimas e na consolidação do número de mortos.

Imagens mostraram centenas de pessoas entrando pelo quebra-mar de Tarajal e correndo em direção à cidade. Entre 1.500 e 2.000 migrantes já haviam chegado a Ceuta nos dez dias anteriores, segundo o governo local, superando a capacidade dos centros de acolhimento.

O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, classificou a situação como uma “emergência humanitária e social absoluta” e pediu ao governo central a declaração de emergência nacional. O Ministério do Interior rejeitou o enquadramento jurídico, mas anunciou o reforço das forças de segurança.

O governo de Pedro Sánchez mobilizou militares para apoiar a Guarda Civil e a Polícia Nacional. Em Melilla, a única passagem terrestre que permanecia aberta foi fechada depois que centenas de pessoas tentaram atravessar a fronteira por terra e pelo mar.

As autoridades espanholas também ampliaram o policiamento no centro de Ceuta e organizaram estruturas provisórias para fornecer comida, roupas e atendimento médico. Grande parte dos recém-chegados estava apenas com trajes de banho e não tinha dinheiro nem alimentos.

Ceuta e Melilla são cidades espanholas situadas no continente africano e formam as únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e a África. A região registra travessias recorrentes, mas a dimensão da chegada desta quinta-feira sobrecarregou os serviços locais e levou Madri a convocar uma resposta emergencial.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!