Virginia curte vídeo com áudio sobre “horror a pobre” após vaias no Maracanã

Atualizado em 3 de junho de 2026 às 21:24
Virginia Fonseca
A influenciadora Virginia Fonseca. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Virginia Fonseca voltou a virar alvo de críticas nas redes sociais após curtir um vídeo que ironiza as vaias que recebeu no Maracanã. A publicação usa um áudio da personagem Carminha, de “Avenida Brasil”, com discurso de ódio contra pessoas pobres.

O vídeo dizia que, se a autora fosse Virginia, publicaria um “bom dia” depois das vaias usando o áudio “no talo”. No trecho usado na montagem, a personagem afirma que está “se lixando” para críticas e dispara frases como “bando de suburbano, cafona” e “quero distância de pobre”.

A curtida da influenciadora foi registrada por perfis de entretenimento e repercutiu justamente pelo conteúdo do áudio. A reação ocorreu dias depois de Virginia ser vaiada e xingada no Maracanã durante o amistoso entre Brasil e Panamá, após gol de Vini Jr., seu ex-namorado.

A nova polêmica também ocorre em meio à investigação da Polícia Federal sobre movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas à influenciadora. A apuração foi revelada pela revista Piauí a partir de Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf analisados no contexto da CPI das Bets.

Um dos pontos apurados envolve a Talismã Digital, empresa ligada a Virginia e Zé Felipe, que teria recebido R$ 17,7 milhões via Pix da AMP Pay Marketing, sediada em Itajaí, em Santa Catarina. Segundo reportagens sobre o caso, a empresa estava enquadrada no Simples Nacional, regime com limite anual de faturamento de R$ 4,8 milhões.

Virginia já havia prestado depoimento à CPI das Bets em 2025 e negou ter lucrado com perdas de apostadores. A comissão chegou a discutir o indiciamento da influenciadora e de outras pessoas, mas o relatório acabou rejeitado no Senado.

A curtida no vídeo reacendeu críticas sobre a postura pública da influenciadora em um momento de desgaste. Nas redes, usuários apontaram o contraste entre a tentativa de responder às vaias com ironia e o uso de um áudio marcado por desprezo social.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.