Vista para o mar, piscina e 4 suítes: Justiça manda leiloar apartamento de luxo de Collor

Atualizado em 19 de fevereiro de 2026 às 22:28
Fernando Collor e apartamento de luxo— Foto: Cristiano Mariz/Agência O GLOBO e Reprodução/Google

A Justiça do Trabalho determinou o leilão do apartamento de luxo onde o ex-presidente Fernando Collor de Melo cumpre prisão domiciliar em Maceió, Alagoas. O imóvel, avaliado em R$ 9 milhões, será colocado à venda por conta de uma dívida trabalhista. A decisão foi tomada pelo juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior, do Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas (TRT-AL). A medida visa garantir o pagamento de débitos relacionados a uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária da TV Gazeta, empresa que Collor possui em seu portfólio de negócios.

Collor, atualmente com 75 anos, cumpre sua pena em regime domiciliar devido à sua idade avançada e comorbidades, incluindo doença de Parkinson e transtorno afetivo bipolar. Em 2023, o ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por envolvimento em um esquema de corrupção na BR Distribuidora. A prisão foi inicialmente cumprida no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, mas foi convertida para prisão domiciliar devido às condições de saúde de Collor.

O apartamento, localizado na orla de Maceió, tem um primeiro pavimento com varanda, sala de estar, gabinete, galeria, sala de jantar, lavabo, adega, espaço para circulação, um espaço de estar íntimo (ideal para atividades relaxantes), três suítes (sendo uma máster), rouparia, despensa, copa/cozinha, área de serviço, depósito e o quarto de empregada com banheiro.

Uma escada dá acesso ao pavimento superior, onde Collor tem à sua disposição mais uma suíte, outro ambiente de estar íntimo, piscina, dois terraços (um coberto e outro descoberto), jardineiras, bar e dois banheiros.

A venda do imóvel é uma medida ligada à dívida de Collor com uma jornalista que trabalhou na TV Gazeta, onde ele é proprietário. Em 2019, foi firmado um acordo que estabelecia o pagamento de R$ 80 mil em salários atrasados, mas a jornalista alegou que os valores não foram pagos integralmente, levando ao processo judicial.

A decisão do juiz ainda precisa ser confirmada pelo juiz da 3ª Vara, mas está prevista para ser efetivada em junho de 2026. A defesa de Collor alega que a dívida já foi quitada, mas o processo continua em disputa. A alegação de que o ex-presidente não teria cumprido integralmente o acordo de 2019 é um ponto central do litígio, que levou à decisão de leiloar o imóvel de luxo.

Imóvel de Collor à beira mar em Maceió -Fonte: reprodução